Patocka (1992:183-185) – fenomenologia da corporeidade

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A fenomenologia da corporeidade é, portanto, de importância capital. A elaboração de Husserl sobre esta questão está ainda a dar os primeiros passos, mas as poucas pistas que fornece lançam as bases de todo o seu trabalho posterior. Para Husserl, o corpo é o que finita o sujeito transcendental, a consciência purificada obtida como resultado da redução. “É apenas através da relação empírica com o corpo que a consciência se torna uma consciência humana e animal da ordem real; é apenas através dela que ela toma o seu lugar no espaço da natureza e no tempo da natureza…”. (Ideen I, p. 130). Através desta relação, a consciência torna-se a alma do sujeito psico-físico. Husserl considera o corpo de duas maneiras fundamentais: a maneira “naturalista”, na qual partimos do corpo como um objeto, e a maneira “personalista”, na qual partimos do ambiente como um correlato das ações e motivações pessoais.

Erika Abrams

Excertos de

Heidegger – Fenomenologia e Hermenêutica

Responsáveis: João e Murilo Cardoso de Castro

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