GA8:43 – Psicologia e as representações

Schneider

Na desunião da Filosofia sobre o que em essência seja o representar, parece que há apenas uma saída aberta (ins Freie). Abandona-se o campo das especulações filosóficas e se passa a investigar primeiro cuidadosa e cientificamente sobre o estado de coisas (wie es steht) das representações que ocorrem nos seres vivos, sobretudo nos homens e nos animais. Com tais investigações, entre outras coisas, ocupa-se a Psicologia. Ela hoje é uma ciência bem constituída e ampla (weitläufig), cujo significado (Bedeutung) aumenta de ano a ano. Entretanto aqui deixamos de lado os resultados da pesquisa da Psicologia sobre o que ela denomina “representação”; não porque esses resultados sejam inexatos ou até sem importância, mas porque são resultados científicos. Nesse sentido, como proposições científicas eles já se movimentam num âmbito que também para a Psicologia deve permanecer naquele outro lado antes mencionado. Por isso, não pode causar admiração quando na área da Psicologia de modo nenhum se chega à clareza sobre o que seja isso para onde as representações são classificadas: a saber, o organismo do que é vivo, a consciência, a alma, o inconsciente e todas as profundezas e camadas em que o campo da Psicologia é articulado. Aqui tudo permanece problemático; mesmo assim, os resultados científicos são exatos.

[SCHNEIDER, Paulo Rudi. O Outro Pensar. Sobre Que significa pensar? e A época da imagem do mundo de Heidegger. Ijuí: Unijuí, 2005]

Becker & Granel

Original

Excertos de

Heidegger – Fenomenologia e Hermenêutica

Responsáveis: João e Murilo Cardoso de Castro

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