Fink (1994b:140-144) – mundo e história em Heidegger

destaque

(…) Comumente se explica o conceito heideggeriano de Dasein humano como uma “concretização” do conceito abstrato de consciência de Husserl. Isto é injusto para ambos os pensadores. Heidegger pensa o ser humano de uma forma fundamentalmente diferente. Não se trata, em primeiro lugar, da relação intencional de um sujeito conhecedor com os objectos circundantes, mas da abertura prévia do homem em relação ao ser. O homem não possui, no entanto, essa abertura como um “equipamento”; ele é transposto para a abertura (Eröffnetheit) do ser. Em todos os comportamentos, práticos e teóricos, ele compreende o ser como ser, compreende as coisas e a si mesmo como “ser” à luz do ser. Mas a luz com que compreende é-lhe, em certa medida, subtraída; na maior parte das vezes, ele próprio não compreende o meio da sua compreensão. O homem é aquele que compreende o ser à vista de múltiplos entes de vários tipos, que ele pode nomear e conceber como tais, no mundo. O ser-no-mundo (gestimmt) compreensivo e entoado é a constituição básica do Dasein humano.

Kessler

Excertos de

Heidegger – Fenomenologia e Hermenêutica

Responsáveis: João e Murilo Cardoso de Castro

Twenty Twenty-Five

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