SZ:47-48 – atos são executados, pessoa é executor-de-atos

Castilho

A pessoa não é nem coisa, nem substância, nem objeto. Com isto se põe o acento no mesmo que indica Husserl 1 ao exigir para a unidade da pessoa uma constituição essencialmente distinta da exigida para as coisas naturais. O que Scheler diz da pessoa, ele o formula também para os atos; “Mas um ato nunca é ao mesmo tempo objeto; porque é essencial ao ser dos atos serem vividos somente na própria execução e serem dados somente na reflexão”2. Os atos são algo não-psíquico. À essência da pessoa pertence o existir somente na execução dos atos intencionais; e, assim, ela, por essência, não é objeto. Toda objetivação psíquica e, portanto, toda apreensão dos atos como algo psíquico é identicamente uma despersonalização. Em todo caso, a pessoa é dada enquanto executora de atos intencionais ligados pela unidade de um sentido. O ser-psíquico nada tem a ver, portanto, com o ser-pessoa. Os atos são executados, a pessoa é executor-de-atos. Mas qual o sentido ontológico de “executar”? Como determinar ontologicamente de maneira positiva o modo-de-ser da pessoa? [STFC:155]

Vezin

Macquarrie

Original

  1. Cf. Logos I, loc. cit.[↩]
  2. Ibidem II, p. 388.[↩]
  3. Cf. Logos, I, loc. cit. 1[↩]
  4. Ibid., p. 388.[↩]
  5. wenn er für die Einheit der Person eine wesentlich andere Konstitution fordert als für die der Naturdinge. The second ‘der’ appears in the later editions only.[↩]
  6. a. a. O. S. 246.[↩]
Excertos de

Heidegger – Fenomenologia e Hermenêutica

Responsáveis: João e Murilo Cardoso de Castro

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