SZ:256 – certeza

Castilho

Estar-certo de um ente significa: tê-lo por verdadeiro como verdadeiro. Mas verdade significa o ser-descoberto do ente. Mas todo ser-descoberto se funda ontologicamente na verdade mais-originária: na abertura do Dasein 1. O Dasein como ente aberto-abridor e descobridor é, essencialmente, “na verdade”. Mas a certeza se funda na verdade ou a ela pertence com igual originariedade. A expressão “certeza”, assim como o termo “verdade”, tem uma dúplice significação. Originariamente, verdade significa tanto o ser-que-abre como comportamento do Dasein e a significação derivada dessa primeira que designa o ser-descoberto do ente. Em correspondência, a certeza significa originariamente tanto o ser-certo como o modo-de-ser do Dasein. Contudo, numa significação derivada, o ente de que o Dasein pode estar certo também é denominado “certo”. (p. 705)

Rivera

Vezin

Macquarrie

Original

  1. Cf. § 44, pp. 282 ss„ esp. pp. 290 ss.[↩]
  2. Cf. § 44, p. 253 ss., especialmente p. 239 ss.[↩]
  3. Cf. § 44 p. 212 sqq., particulièrement p. 219 sqq.[↩]
  4. ‘Eines Seienden gewiss-sein besagt: es als wahres für wahr halten.’ The earlier editions have ‘Gewisssein’ instead of ‘gewiss-sein’. Our literal but rather unidiomatic translation of the phrase ‘für wahr halten’ seems desirable in view of Heidegger’s extensive use of the verb ‘halten’ (‘hold’) in subsequent passages where this phrase occurs, though this is obscured by our translating ‘halten sich in . . .’ as ‘maintain itself in . . .’ and ‘halten sich an . . .’ as ‘cling to . . .’ or ‘stick to . . .’.[↩]
  5. Vgl. § 44, S. 212 ff., bes. S. 219 ff.[↩]
Excertos de

Heidegger – Fenomenologia e Hermenêutica

Responsáveis: João e Murilo Cardoso de Castro

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