SZ:245-246 – Zu-Ende-sein – ser-para-o-final

Castilho

Por nenhum desses modi do findar, a morte se deixa caracterizar como final adequado do Dasein. Se o morrer fosse entendido como ter-chegado-ao-final no sentido que findar tem em um dos modos referidos, o Dasein seria tomado como algo subsistente ou utilizável. Na morte, o Dasein não se tornou completo, nem desapareceu simplesmente, nem menos ainda se tornou pronto ou disponível de todo como utilizável.

O Dasein, do mesmo modo que enquanto é, já é constantemente o seu ainda-não, já é sempre também o seu final. O findar que é pensado com a morte não significa um ter-chegado-ao-final do Dasein, mas 1 um ser-para-o-final desse ente. A morte é um modo de ser que o Dasein assume logo que é. “Um humano logo que nasce já é bastante velho para morrer.”2

Findar, como ser para o final, exige sua apreensão ontológica a partir do modo-de-ser do Dasein. E também presumível que só a partir da determinação existenciária de findar se possa entender a possibilidade de um ainda-não do existir que se situe “antes” do “final”. Somente a elucidação existenciária (677) do ser para o final fornece base suficiente para a delimitação do possível sentido de se poder falar de uma totalidade-do-Dasein, se essa totalidade deve ser constituída de resto pela morte como “o final”. (p. 677, 679)

Rivera

Vezin

Macquarrie

Original

  1. (a) morte como morrer.[↩]
  2. Der Ackermann aus Böhmen (O camponês da Boêmia), editado por A. Bernt e K. Burdach (Vom Mittelalter zur Reformation. Forschungen zur Geschichte der deutschen Bildung (Da Idade Média à Reforma. Pesquisas da História da Educação Alemã), editado porK. Burdach, vol. III, 2a Parte), 1917, cap. 20, p. 46.[↩]
  3. (a) La mort comme trépas.[↩]
  4. Le laboureur de Bohème édité par A. Bernt et K. Burdach (du Moyen Âge à la Réforme. Etudes d’histoire de la culture allemande, éditées par K. Burdach, t. III, seconde partie) 1917, ch. 20, p. 46.[↩]
  5. . . . die Möglichkeit eines existierenden Seins des Noch-nicht, das “vor” dem “Ende” liegt . . . The earlier editions have . . das ja “vor” dem “Ende” .[↩]
  6. Der Ackermann aus Böhmen, hrsg. v. A. Bernt und K. Burdach (Vom Mittelalter zur Reformation. Forschungen zur Geschichte der deutschen Bildung, hrsg. v. K. Burdach, Bd. III, 2. Teil) 1917, Kp. 20, S. 46.[↩]
Excertos de

Heidegger – Fenomenologia e Hermenêutica

Responsáveis: João e Murilo Cardoso de Castro

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