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Mas haverá algum conteúdo específico para a anterioridade (do dado)? Agora que foi revelado como tal, será que tem algum padrão duradouro que possamos descrever? Por exemplo, será que todos os entes são dados em termos de uma estrutura substância-atributo? Será necessária uma distinção entre essência e existência? Com estas questões (que não podem ser aprofundadas aqui), entramos no domínio daquilo a que Heidegger chama ser (Sein) — embora ainda não nos tenhamos confrontado com o seer (Seyn). A investigação tradicional sobre o ser investiga as estruturas da anterioridade (the prior). Pensa naquilo em termos de que os seres particulares nos são dados, aquilo que já deve estar em vigor para que possamos experimentar os entes. O ser é o dado dos entes como tal e como um todo — isto é, não o “mero fato” de que algo é dado, mas o significado de fundo que nos permite reconhecer qualquer coisa como dada. É a diferença que faz o fato de haver algo em vez de nada. (Estas descrições não são definições do ser, uma vez que requerem uma compreensão das palavras “entes” e “é”, que por sua vez pressupõem uma compreensão do ser. As descrições são apenas indicações de algo que, como Heidegger sempre insiste, não pode ser definido em sentido estrito).