- tradução
- original
tradução
(…) Ao contrário do latim, o grego não tem tempos relativos. Não tem futuro (futurum exactum), e o pretérito perfeito é o pretérito de um pretérito perfeito cujo aspecto (a princípio variável) ou faz sentido no presente ou, na época pós-clássica, está sempre em simbiose com um sentido temporal adquirido mais tarde. O terceiro modo de aparição, definido por E. Fink como “a apresentação de uma coisa a um sujeito representativo”, não pode, portanto, ser atribuído ao grego. A experiência grega não é uma experiência latina. Existe mesmo uma oposição fundamental entre elas, indicada pelos seus nomes contrários: a primeira é ἐμ-πειρία, a segunda ex-perientia. A travessia do mundo, esta viagem através da περ “terra do saber” até aos limites (πέρας), é em grego interiorizada (έν-) em presença no mundo. Em latim, é colocado em perspectiva teórica, a partir de (ex-) um sujeito que percebe.
original
- Dans la perspective théorique, la Zuhandenheit (l’être en prise, à la main) est aboli au profit de la Vorhandenheit (l’être devant la main, en face, à l’étalage…). A la limite, dans les langues à mots, le vocabulaire est un répertoire de prédicats possibles et la grammaire un répertoire de relations possibles. Or le latin est dans une situation intermédiaire : langue à vocables — et non plus langue à radicaux comme l’est encore le grec. Cf. J. Lohmann, Philosophie und Sprachwissenschaft, Berlin, 1965, p. 128.[
]
- Essais d’Iconologie, p. 108-109.[
]