GA66:96 – O ser-aí é sempre a cada vez meu

Casanova

Ser-aí é sempre a cada vez meu; o que isso quer dizer? Que a insistência no aí — aquela renúncia a toda exterioridade própria ao interior do sujeito e do “eu” — precisa ser assumida e realizada puramente e apenas no si mesmo; que somente quando a verdade do seer é total e unicamente a minha, funda-se a garantia de que ela pode ser ao mesmo tempo e apenas a tua e a vossa; pois como é que ela deveria vir a ser um dia tal verdade, se tu mesmo não levas a sério a ti mesmo com ela, se vós não colocais por vós mesmos em jogo com ela vossa realização da própria essência?

Ou será que a verdade deve ser para todos igualmente indiferente como uma indiferença incondicionada?

(…)

Ser-aí é sempre a cada vez meu; a fundação e a conservação do aí se abatem sobre mim mesmo apropriativamente em meio ao acontecimento. Si mesmo, contudo, significa: decisão em direção ao cerne da clareira. Em outras palavras: abate-se apropriativamente em meio ao acontecimento sobre a autonomia do si mesmo o acontecimento da desapropriação de toda busca vã e casual por si mesmo em meio ao acontecimento apropriativo. (p. 267-268)

Dina Picotti

Emad & Kalary

Original

  1. See Sein und Zeit, GA2, § 9, p. 57.[↩]
  2. Sein und Zeit. Gesamtausgabe Band 2, § 9, S. 57.[↩]
Excertos de

Heidegger – Fenomenologia e Hermenêutica

Responsáveis: João e Murilo Cardoso de Castro

Twenty Twenty-Five

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