GA65:121 – pesando ente e ser

Casanova

Se tu colocares em um prato todas as coisas e o que se faz presente à vista, acrescentando aí as maquinações, nas quais o elemento cristalizado dessas coisas se acha solidificado, e se tu colocares em outro prato o projeto do seer, acrescentando aí o peso do caráter de jogado do projeto, para onde a balança se inclinará? Para o lado do que se acha presente à vista, a fim de muito rapidamente deixar que a impotência do projeto caia no interior do espaço do ineficaz.

Todavia, quem é aquele que pesa nessa balança e o que é o que se encontra presente à vista e o que brama nas maquinações? Tudo isso nunca alcança a verdade do seer, mas dá apenas a aparência do fundamento e do incontornável, na medida em que se subtrai à verdade e gostaria de negar o seu elemento primeiro, a presença à vista, como algo nulo.

Quem foi que encomendou aquela balança do mercado e quem exige que tudo seja pesado apenas nela?

Quem salta por sobre essa balança e ousa o imponderável, recolocando o ente de volta no seer? [GA65PT:234-235]

Fédier

Emad & Maly

Rojcewicz & Vallega-Neu

Original

Excertos de

Heidegger – Fenomenologia e Hermenêutica

Responsáveis: João e Murilo Cardoso de Castro

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