GA31:120-121 – o tempo

Casanova

(…) Se nos abstrairmos de determinações particulares e perguntarmos sobre o que é dito correntemente acerca do tempo, então teremos o seguinte: o tempo não se encontra em lugar algum como uma coisa entre coisas, mas em nós mesmos. Assim nos diz Aristóteles: αδύνατον εἶναι χρόνον ψυχής μὴ οὔσης. “Ο tempo não poderia ser, se a alma não fosse”. Agostinho diz nas Confissões: In te, anime meus, tempora metior… Affectionem, quam res praetereuntes in te faciunt et, cum illas praeterierint, manet, ipsam metior praesentem, non ea quae praeterierunt, ut fieret; ipsam metior, cum tempora metior. “Em ti, meu espírito, meço eu o tempo. A impressão, que as coisas passageiras exercem sobre ti, depois que elas passaram, fica; portanto, meço essa impressão que me é presente, não aquilo que passou e evocou em ti a impressão; meço essa impressão, quando meço o tempo”. (…)

Martineau

Original

  1. Aristote, Phys., IV, 14, 223 a 26.[↩]
  2. Augustin, Conf., XI, xxvii, 36, p. 290, Skutella = « Bibliothèque augustinienne », vol. 14, p. 332.[↩]
  3. Aristoteles, Physica. Δ 14, 223 a 26.[↩]
  4. Augustinus, Confessiones. Lib. XI, c. 27, n. 36.[↩]
Excertos de

Heidegger – Fenomenologia e Hermenêutica

Responsáveis: João e Murilo Cardoso de Castro

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