Fédier (2010:157-158) – tempo vulgar

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Ora, toda a análise filosófica do conceito de tempo parte e procede do tempo de medida, o tempo em que as coisas são, o tempo “vulgar” [vulgar é uma palavra sem equivalente conhecido, fora do latim. Vulgus é a multidão — o lugar onde as coisas são divulgadas… A multidão divulga; Molière em Tartufo diz com um admirável sentido de linguagem: “Ils n’ont pas de faveur qu’il n’aillent divulguer.” “Vulgarizar” é um exagero. Divulgar não é revelar. Já não se trata apenas de trazer à luz; trata-se de trazer à luz para a multidão. Não é absurdo pensar que o tempo vulgar é um tempo que não é de todo falso (o tempo vulgar pode ser definido como a modificação deficiente do tempo original ou temporalidade do Dasein)].

Original

[FÉDIER, François. Le temps et le monde: de Heidegger à Aristote. Paris: Pocket, 2010]

Excertos de

Heidegger – Fenomenologia e Hermenêutica

Responsáveis: João e Murilo Cardoso de Castro

Twenty Twenty-Five

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