estudos:marion:objecoes-eu-empirico
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| + | ====== Objeções formais ao eu empírico ====== | ||
| + | MarionDado | ||
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| + | * Duas aporias (não-individuação, | ||
| + | * Evitá-las-ia poupando-lhe esta função e interpretando-o como um " | ||
| + | * Tal " | ||
| + | * Donde duas últimas aporias | ||
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| + | * Terceira aporia formal: empiricidade essencial do " | ||
| + | * O primeiro ato — "eu penso" — só pode " | ||
| + | * O que Kant já havia assim sugerido: se a intuição precede o entendimento segundo a doação, então o mim empírico previne a unidade originariamente sintética do "eu penso" (a apercepção) | ||
| + | * Cabe a Husserl tê-lo exemplarmente formalizado: | ||
| + | * Somente a impressão originária do tempo vivente é primeira, não mais a apercepção da unidade sintética | ||
| + | * Portanto o originário se desloca do "eu penso" da representação de si segundo o entendimento ao "eu sou afetado" | ||
| + | * Despertá-la, | ||
| + | * Parecida transferência da origem à impressão temporal não relativiza somente a pretensão transcendental do Eu (formalmente, | ||
| + | |||
| + | * " | ||
| + | * Ao contrário, a impressão originária só advém porque se dá de parte a parte e sem nada de objetivável | ||
| + | * Só entra assim na fenomenalidade enquanto sua doação se encontra nela recebida como o único evento originário | ||
| + | * Exige então que o Eu, salvo ignorá-la totalmente, renuncie ao estatuto de representação acompanhadora e originariamente sintetizante, | ||
| + | * Não se trata então aqui, com o " | ||
| + | * Este fenômeno particular e somente absoluto impõe não somente ao Eu transcendental de cedê-lo definitivamente ao " | ||
| + | * Mais: parecida receptividade, | ||
| + | * Aporia da empiricidade conduz então a reverter as duas faces da subjetividade metafísica em proveito da figura nova, cujo dativo sucede ao " | ||
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| + | * Quarta aporia formal: aporia terminal sustentaria-se então no próprio desdobramento do " | ||
| + | * Este desdobramento significa, no primeiro grau, que o que se dá de fato (o " | ||
| + | * Em suma, denega diretamente à doação seu título de último princípio — de princípio primeiro enquanto //a posteriori// | ||
| + | * Por conseguinte, | ||
| + | * E em segundo lugar torna secundária a própria doação, portanto a recusa como tal | ||
| + | |||
| + | * Fato de que se fixa e se congela assim sem dado, nem doação poderia entreter uma relação muito estreita com suas aporias precedentemente estigmatizadas: | ||
| + | * Com efeito, individualizar-se equivale a se dar si mesmo segundo a facticidade de um fenômeno dado | ||
| + | * Abrir-se à alteridade equivale a se expor à chegada e ao incidente do fenômeno dado | ||
| + | * Enquanto a anamorfose atribui já ao atributário sua função de receptividade em relação ao evento do mesmo e único fenômeno dado | ||
| + | * Individualizar-se significa se colocar em jogo no seio do dado (empirie) a título de atributário da doação originária (transcendentalidade), | ||
| + | * Inversamente, | ||
| + | * Denegação ela mesma tornada inevitável pela ignorância da doação como caráter fenomenológico universal do que se mostra enquanto tal | ||
| + | * Aporias formais que desqualificam o " | ||
