estudos:marion:etant-donne-preliminares
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| + | //MARION, Jean-Luc. Étant donné: essai d’une phénoménologie de la donation. 2e. ed. Paris: PUF, 1998.// | ||
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| + | * A compreensão espontânea e erudita da expressão " | ||
| + | * A incoerência exposta por esta leitura comum, que, ao admitir que o ente é dado, não explica a justaposição dos termos " | ||
| + | * A necessidade de abandonar a leitura espontânea e erudita para ler " | ||
| + | * A afirmação de que " | ||
| + | * A função de " | ||
| + | * A descoberta do dado como um dado que não deve nada a ninguém, dado enquanto dado, que se ordena à doação e nela emprega o " | ||
| + | * O desdobramento verbal, no dado, da sua própria doação, o que se nomeia como "o pli du donné" | ||
| + | * A retomada da questão colocada na obra " | ||
| + | * O exame do surgimento da redução na objetidade em Husserl, da virada da redução para a entidade para aceder ao ser do ente para o Dasein em Heidegger, e da possibilidade de radicalizar a redução pura ao dado como tal. | ||
| + | * A aparente banalidade da leitura dos textos canônicos que impunha esta trajetória, | ||
| + | * A defesa de que a possibilidade de aceitar este conceito deveria depender das exigências da própria coisa e não de etiquetas de pensamento ou modas ideológicas. | ||
| + | * A possibilidade de uma " | ||
| + | * O equívoco dissipado pelo debate que a obra " | ||
| + | * O reconhecimento da dívida e gratidão para com aqueles que, através de acordos, desacordos e equívocos, indicaram os verdadeiros desafios e novas dificuldades que exigiam uma decisão. | ||
| + | * A enumeração das interrogações que o presente trabalho tenta responder, organizadas em seis pontos principais que estruturam a obra. | ||
| + | * A tematização do novo princípio " | ||
| + | * O questionamento radical sobre o caráter dado do dom, perguntando se ele pode conceber-se como dom sem aniquilar todo o conteúdo, todo o ator e toda a intriga, e a distinção essencial proposta entre a doação fenomenológica do dado e a temática comum do dom. | ||
| + | * A discussão sobre o possível retorno a uma " | ||
| + | * A interrogação sobre a natureza da terceira redução e se ela ainda se cumpre no campo da fenomenologia ou se a poderia subverter ou perder, com a tentativa de estabelecer que ela permite pôr em cena os fenômenos enquanto tais, reconduzindo-os ao seu estatuto de puro dado com determinações radicalmente não metafísicas. | ||
| + | * A capacidade da redução da fenomenalidade à doação para descrever fenômenos excepcionais, | ||
| + | * A determinação do fenômeno como dado, que pode e deve dispensar todo o doador, mas que advém sempre a um donatário, descrito como "o adonné" | ||
| + | * A defesa do tema único de que o fenômeno, que se define como aquilo que se mostra em si e de si mesmo, só pode atestar-se na medida em que primeiro se dá. | ||
| + | * A crítica ao pensamento que não reconhece o dado, tornando-se impotente para receber muitos fenômenos pelo que são – dados que se mostram – e excluindo do campo da manifestação não só muitos fenômenos, mas sobretudo os mais dotados de sentido e os mais poderosos. | ||
| + | * A afirmação de que só uma fenomenologia da doação pode voltar às coisas mesmas, porque para a elas voltar é preciso primeiro vê-las, logo, vê-las vir e, por fim, suportar a sua chegada. | ||
| + | * A disputa de duas questões remanescentes: | ||
| + | * A assunção de que a fenomenologia se escapa da metafísica, | ||
| + | * A tese de que a fronteira entre metafísica e fenomenologia passa no interior da fenomenologia como a sua mais alta possibilidade, | ||
| + | * A defesa da descrição dos fenômenos saturados ou paradoxos, incluindo o fenômeno da Revelação, | ||
| + | * A primeira razão: todo o fenômeno deve poder ser descrito e toda a exclusão de princípio volta-se contra quem a exerce, sendo que o próprio conceito de Revelação pertence de pleno direito à fenomenalidade e deve ser considerado mesmo para o contestar. | ||
| + | * A segunda razão: a abordagem da Revelação não é feita na sua pretensão teológica à verdade, mas esboçada como uma possibilidade da fenomenalidade, | ||
| + | * A comparação com os fenômenos que Husserl pensava poder descrever apenas por variações imaginativas, | ||
| + | * A afirmação de que o relacionamento entre uma fenomenologia a edificar e o facto da Revelação não difere fundamentalmente do relacionamento que a filosofia enquanto tal mantém com ela, e que hoje não se está em condições de sequer colocar essa questão. | ||
| + | * A reafirmação do tema único: "o que se mostra, primeiro se dá", e a tentativa de o manter e orquestrar ao longo de todo o trabalho, sem sustentar qualquer outra tese implícita ou esotérica. | ||
| + | * O apelo ao leitor benevolente para evitar equívocos, afirmando que se quer dizer o que se tenta dizer e não o inverso do que se disse, exemplificando com três pontos: a doação reduzida não pede um doador, mas também não insinua um doador transcendente; | ||
| + | * O reconhecimento de que tais equívocos provêm da dificuldade intrínseca das questões abordadas e das próprias insuficiências ou ignorâncias do autor. | ||
| + | * A consciência da inadequação do ensaio face ao que é preciso pensar, expressa pela citação de Bembo: "e per piú non poter fo quant' io posso" – "e não podendo mais, faço o quanto posso" | ||
| + | * A esperança de que outros irão mais longe, pois a fenomenalidade do dado vale mais do que o que sobre ela se diz e ela o fará ver, já que o que o livro consegue dizer fica aquém do que se concebeu sem o poder formalizar, e o que se concebeu fica, por sua vez, muito aquém do que se viu. | ||
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