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Schuback
Do ponto de vista da analítica existencial, é preciso questionar as condições temporais de possibilidade da espacialidade que possui o caráter de presença (Dasein). Esta funda, por sua vez, a descoberta do espaço intramundano. Antes disso, porém, deve-se recordar a maneira em que a presença (Dasein) é espacial. A presença (Dasein) só pode ser espacial como cura, no sentido de um existir fático e decadente. Ou numa formulação negativa: mesmo numa primeira aproximação, a presença (Dasein) nunca é e está simplesmente dada no espaço. Ela não preenche um pedaço de espaço como uma coisa real ou um instrumento, no sentido de que os seus limites com o espaço circundante fossem apenas uma determinação espacial do espaço. A presença (Dasein) toma em sentido literal – espaço. Ela não é, em absoluto, apenas simplesmente dada no pedaço de espaço que um corpo físico preenche. Existindo, ela já sempre arrumou para si um espaço. Ela determina, cada vez, seu próprio lugar de tal forma que, a partir da arrumação do espaço, ela volta para o “lugar” que ocupou. Para se dizer que a presença (Dasein) é e está simplesmente dada numa posição do espaço é preciso, antes, apreender ontologicamente de forma inadequada (457) este ente. A diferença entre a “espacialidade” de uma coisa extensa e a espacialidade da presença (Dasein) não reside em que esta sabe do espaço; pois o tomar espaço é tão pouco idêntico a uma “representação” do espacial que é este que pressupõe aquela. A espacialidade da presença (Dasein) tampouco não deve ser interpretada como imperfeição que pesa sobre a existência devido à fatal “ligação do espírito a um corpo”. Ao contrário, somente porque a presença (Dasein) é “espiritual” e somente por isso é que ela pode, de algum modo, ser espacial. Já para uma coisa corpórea e extensa isto permanece, em sua essência, impossível.
Auxenfants
Original
- Das Dasein nimmt – im wörtlichen Verstande – Raum ein. Il n’est pas possible, compte tenu de la phrase précédente et de la précision apportée entre tirets, de traduire par : le Dasein occupe l’espace, le verbe occuper connotant justement ce qui vient d’être rejeté. Comme le précise Jean Greisch (JG, page 348), le Dasein « investit l’espace nécessairement comme ‘espace de jeu du souci’. »[
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- Heidegger forge le mot composé, et intraduisible tel quel, « Leibkörper » (c’est un hapax). Il entend par là « fusionner » les sens distincts que prennent, en allemand, les mots Leib et Körper, qui tous deux se traduisent en français courant par corps. Mais, Körper, c’est le corps que nous avons (l’aspect structurel du corps, sa dimension statique), et Leib, c’est le corps que nous sommes (la force vitale fluide et dynamique de la corporéité). Précisions apportées en référence au livre déjà cité de Georges-Arthur Goldschmidt (en note de l’éditeur, page 41). Pour traduire ce mot, je reprends, comme E. Martineau, l’expression « consacrée » de corps propre employée dans le cadre de la pensée husserlienne du corps incarné, tel qu’il est vécu.[
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