GA29-30:246-247 – assumir o Dasein

Casanova

(…) o homem deve vir a ser o que é, sempre e a cada vez devendo tomar em seus ombros justamente o ser-aí; também não o sabemos se esquecemos que o homem não é se só se deixa enredar em revolvimentos, por mais “intelectuais” que estes possam ser; que o ser-aí não é algo que se utiliza para passear, como um carro, mas algo que o homem precisa assumir expressamente. Mas porque somos da opinião de que não há mais necessidade alguma em sermos fortes e em podermos nos lançar ao encontro do perigo, acabamos por nos afastar todos juntos furtivamente da zona de perigo do ser-aí, na qual talvez façamos mal a nós mesmos em meio à assunção do ser-aí. Hoje, a permanência de fora da opressão na totalidade talvez se mostre da maneira mais incisiva no fato de ninguém se orgulhar atualmente junto ao ser-aí. Nós o levamos hoje muito mais a se queixar sobre as misérias da vida. O homem precisa se decidir primeiro uma vez mais por esta exigência. A necessidade desta decisão é o conteúdo do instante ao mesmo tempo recusado e anunciado de nosso ser-aí. (CFMMFS, p. 194-195)

McNeill

Original

Excertos de

Heidegger – Fenomenologia e Hermenêutica

Responsáveis: João e Murilo Cardoso de Castro

Twenty Twenty-Five

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