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  • O trato afeito cada vez ao instrumento é onde ele pode unicamente se mostrar genuinamente em seu ser, por exemplo, o martelar com o martelo, não apreende tematicamente esse ente como uma coisa ocorrente, nem o empregar sabe algo assim como a estrutura-de-instrumento enquanto tal. O martelar não tem um saber unicamente acerca do caráter…

  • O questionado da questão a ser elaborada é o ser, o que determina o ente como ente, o em vista de que o ente já está sempre sendo compreendido, em qualquer discussão. O ser dos entes não “é” em si mesmo um outro ente. O primeiro passo filosófico na compreensão do problema do ser consiste…

  • A abertura da presença subsistente no querer-ter-consciência é constituída, portanto, pela disposição da angústia, pela compreensão enquanto projetar-se para o ser e estar em dívida mais próprio e pela fala enquanto silenciosidade. Chamamos de decisão essa abertura privilegiada e própria, testemunhada pela consciência na própria presença, ou seja, o projetar-se silencioso e pronto a angustiar-se…

  • A decisão não desprende a presença, enquanto ser-si-mesmo mais próprio, de seu mundo, ela não a isola num eu solto no ar. E como poderia, se a presença, no sentido de abertura própria, nada mais é propriamente do que ser-no-mundo? A decisão traz o si-mesmo justamente para o ser que sempre se ocupa do que…

  • A consciência é o apelo da preocupação a partir do estranhamento do ser-no-mundo que desperta o Dasein para o seu poder-ser-culpado mais próprio. O entender correspondente a esse despertar é o querer-ter-consciência. As duas determinações não se deixam facilmente pôr em consonância com a interpretação vulgar da consciência. Parece até que a contrariam diretamente. Chamamos…

  • A expressão grega φαινόμενον, a que remonta o termo “fenômeno”, deriva do verbo φαίνεσθαι. Φαίνεσθαι significa: mostrar-se e, por isso, φαινόμενον diz o que se mostra, o que se revela. Já em si mesmo, porém, φαίνεσθαι é a forma média de φαίνω – trazer para a luz do dia, pôr no claro, φαίνω pertence à…

  • Já cedo percebeu-se o primado ôntico-ontológico da presença, embora não se tenha apreendido a presença em sua estrutura ontológica genuína nem se tenha problematizado a presença nesse sentido. Aristóteles diz1, “a alma (do homem) é, de certo modo, todo ente”; a “alma”, que constitui o ser do homem, descobre, em seus modos de ser, todo…

  • El Dasein se comprende siempre a sí mismo desde su existencia, desde una posibilidad de sí mismo: de ser sí mismo o de no serlo. El Dasein, o bien ha escogido por sí mismo estas posibilidades, o bien ha ido a parar en ellas, o bien ha crecido en ellas desde siempre. La existencia es…

  • La tâche que s’étaient fixées les réflexions que nous avons menées jusqu’ici était d’interpréter de façon ontologique existentialement fondée, à partir de son fond originel, le Dasein en situation quant à ses possibilités d’existence authentique ou d’existence inauthentique. C’est la temporalité qui s’est manifestée comme étant ce fond et qui, de ce fait, s’est manifestée…

  • It is necessary to point out that the German term for “history” (Geschichte) is also the term for “story,” as is the French “L’histoire.” To understand the ontological meaning of Dasein is to understand that the telling of a story is the fundamental way in which the meaning of existence is illuminated. Long ago Aristotle…

  • En primer lugar la conciencia deberá ser rastreada hasta sus fundamentos y estructuras existenciales, y aclarada como fenómeno del Dasein, atendiendo a la constitución de ser de este ente hasta aquí alcanzada. El análisis ontológico de la conciencia así comprendido es previo a una descripción psicológica de las vivencias de la conciencia moral y a…

  • No dizer-eu, a presença (ser-aí) se pronuncia como ser-no-mundo. Mas será então que o dizer-eu cotidiano significa a si como o que está-sendo-no-mundo? Cabe aqui uma distinção. Sem dúvida, ao dizer-eu, a presença refere-se ao ente que ela mesma sempre é. A auto-interpretação cotidiana, porém, tem a tendência de se compreender a partir do “mundo”…

  • O “ser junto” ao mundo como existenciário nunca significa algo assim como coisas que meramente sobrevêm juntas como subsistentes. Não se dá algo assim como “o estar-um-ao-lado-do-outro” de um ente denominado “Dasein” e de outro ente denominado “mundo”. E certo que o estarem juntas duas coisas subsistentes nós costumamos exprimir dizendo, por exemplo, que “a…

  • (…) Se o “eu” é uma determinidade essencial do Dasein, então ele deve ser interpretado existenciariamente. Então, o quem só encontra resposta no mostrar fenomenicamente um determinado modo-de-ser do Dasein. Se o Dasein somente existindo é cada vez seu si-mesmo, então a constância do si-mesmo tanto quanto sua possível “não-constância” exigem que seja proposta uma…

  • También “ocuparse” de la alimentación y el vestido, o el cuidado del cuerpo enfermo, es solicitud. Entendemos, sin embargo, esta expresión, paralelamente al uso que hemos hecho del vocablo “ocupación”, como un término que designa un existencial. La “Fürsorge” en el sentido (que también tiene esta palabra en alemán), de institución social fáctica, se funda…

  • O “eu” é uma mera consciência que acompanha todos os conceitos. Com ela “não se representa nada mais do que um sujeito transcendental dos pensamentos”. A “consciência não é em si tanto uma representação… mas uma forma dela em geral”1. O “eu penso” é “a forma da percepção inerente a toda experiência e que a…

  • No ser-adiantado-em-relação-a-si como ser para o poder-ser mais-próprio reside a condição-da-possibilidade ontológico-existenciária do ser livre para as possibilidades existenciais próprias. O poder-ser é aquilo-em-vista-de-que o Dasein é cada vez como ele é factualmente. Mas, agora, na medida em que esse ser para o poder-ser ele mesmo fica determinado pela liberdade, o Dasein pode comportar-se também…

  • A problemática da ontologia grega, bem como de toda ontologia, deve ser orientada pela própria presença. Tanto em sua definição vulgar como em sua “definição” filosófica, a presença, isto é, o ser do homem, caracteriza-se como ζωον λόγον εχον, o ser vivo cujo modo de ser é, essencialmente, determinado pela possibilidade de falar. O λέγειν…

  • Como se apresenta, portanto, a posição prévia da situação hermenêutica até aqui considerada? Quando e como a análise existencial, que parte da cotidianidade, forçou toda a presença — esse ente do seu “princípio” ao seu “fim” — a entrar na visão fenomenológica propiciadora do tema? De fato, afirmou-se que a cura é a totalidade do…

  • O ente que temos a tarefa de analisar somos nós mesmos. O ser deste ente é sempre e cada vez meu. Em seu ser, isto é, sendo, este ente se relaciona com o seu ser. Como um ente deste ser, a presença se entrega à responsabilidade de assumir seu próprio ser. Ser é o que…

Heidegger – Fenomenologia e Hermenêutica

Responsáveis: João e Murilo Cardoso de Castro

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