11. Refere-se ao aporte da fenomenologia transcendental husserliana, sua crítica ao psicologismo e busca de estruturas a priori dos fenômenos experienciais, reprochando-lhe, a ele e a seus seguidores (Heidegger,
Merleau-Ponty,
Levinas,
Scheler,
Fink,
Sartre,
Henry), não terem dado importância alguma à surpresa ou à atenção, ainda que todos tenham reconhecido o papel das emoções, reconhecendo, contudo, o interesse que
Maldiney e
Marion prestaram à surpresa, destacando que
Husserl assinalou a interrupção da continuidade temporal da experiência com a surpresa, e que Paul Ricœur não só advertiu tal dinâmica desde 1950 como se perguntou se é possível uma filosofia do “coração”.