A concepção hermenêutica do Dasein como projeto arremessado encontra precedentes na noção husserliana de mundo da vida, cuja presença precoce nas pesquisas inéditas de Edmund
Husserl antecipa o reconhecimento da finitude do ego e a precedência dos horizontes de sentido.
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Paralelismo entre a facticidade heideggeriana e a Lebenswelt.
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Correção cronológica baseada na publicação póstuma dos Husserliana.
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Uso do termo por Martin Heidegger em 1919.
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Derivação do conceito da própria estrutura da intencionalidade.
A descoberta da inserção constitutiva do ego na intencionalidade e no mundo vivido problematiza a viabilidade do projeto husserliano de estabelecer uma filosofia como ciência rigorosa e fundação última de caráter cartesiano.
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Persistência do ideal de ciência apodítica em Edmund
Husserl.
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Modéstia expressa no posfácio das Ideen.
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Conflito entre a historicidade da linguagem e a fundação absoluta.
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Questionamento sobre a transcendência do fundamento ou Letztbegründung.
A orientação hermenêutica de Martin Heidegger revela a incompatibilidade entre a finitude do Dasein e o sonho cartesiano de um fundamento inabalável, demonstrando que a busca por uma base absoluta é sintoma da própria fragilidade temporal da existência.
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Citação da Krisis sobre o fim do sonho da ciência rigorosa.
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Fidelidade às intenções originárias do ser.
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Análise dos pressupostos ontológicos da fundação última.
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Jogo de palavras entre fundamentum inconcussum e a condição de abalo ou concussum do sujeito.
A consumação da virada hermenêutica abandona a pretensão de um fundamento transcendental atemporal para abraçar a finitude universal e a lógica dialógica da pergunta e resposta, mantendo a aspiração à universalidade através da condição comum da facticidade.
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Crítica de Martin Heidegger à noção de fundamento no Princípio da Razão.
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Libertação da filosofia de ideais cognitivos inatingíveis.
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Contribuição de Hans-Georg
Gadamer sobre a inexistência de ponto zero.
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Universalidade derivada da estrutura finita da intencionalidade.