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| - | ===== ZARADER (2000: | + | ====== Ruptura com a História ====== |
| - | Primeiro a definição. É balizada por três vocábulos chave, que só encontram a sua ressonância no alemão: die Erklärung (a explicação), | + | |
| - | A explicação é o modo de pensamento dominado pelo princípio da razão, modo de pensamento que encontra o seu pleno desenvolvimento na ciência moderna, mas que já reina secretamente na metafísica. Na medida em que está como onto-teo-logia, | + | MZDI |
| - | Mas é com certeza | + | * A estrutura cindida da história do Ocidente em Heidegger |
| + | * A história do Ocidente organiza-se | ||
| + | * Essa cisão não constitui um déficit contingente do pensamento histórico, mas o princípio estrutural que governa | ||
| - | É a razão pela qual, Heidegger opõe-se a este pensamento explicativo, próprio | + | * Origem e início como momentos não coincidentes |
| + | * A origem do pensamento do ser não se identifica com um início histórico cronologicamente determinável, mas com uma experiência originária de doação que jamais foi tematizada conceitualmente. | ||
| + | * O início | ||
| + | * A metafísica nasce, assim, não como desenvolvimento da origem, mas como sua ocultação inaugural. | ||
| - | Porquê | + | * A duplicação da história: metafísica e história do ser |
| + | * A história do Ocidente desdobra-se em dois planos heterogêneos: | ||
| + | * A primeira apresenta-se como sequência de sistemas conceituais progressivamente determinados | ||
| + | * A segunda | ||
| - | Essas relações entre Erörterung e Erläuterung estão claramente expostas pelo próprio Heidegger. Relembramos o contexto desta exposição. Desde a primeira página da conferência sobre Trakl — justamente chamada «eine Erörterung seines Gedichtes» —, Heidegger distingue entre os poemas especiais (einzelme Dichtungen), | + | * O esquecimento do ser como destino histórico |
| + | * O esquecimento do ser não constitui um erro pontual ou corrigível, mas o próprio destino | ||
| + | * A culminação desse destino encontra-se no pensamento moderno e em Nietzsche, onde o ser se reduz definitivamente | ||
| - | Isso quer dizer, que o local (do Poema) é por direito anterior aos lugares que concede (os poemas na sua diversidade); | + | * A posição liminar do pensamento heideggeriano |
| + | * O pensamento de Heidegger não se inscreve simplesmente como mais um momento da história da metafísica, mas ocupa uma posição liminar entre o pensamento | ||
| + | * Essa posição implica | ||
| - | Mas se os dois modos de interpretação são por direito indissociáveis, o acento (e o esforço) | + | * A delimitação histórica da metafísica |
| + | * A metafísica é concebida como um episódio historicamente determinado, com um início específico | ||
| + | * Tal delimitação supõe a existência de um antes e de um depois da metafísica, | ||
| + | * As margens não metafísicas da história | ||
| + | * Antes da metafísica, | ||
| + | * Após a metafísica, | ||
| + | * Essas margens não são zonas vazias, mas regiões de resistência ao pensamento objetivante. | ||
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| + | * A insuficiência da genealogia exclusivamente grega | ||
| + | * A narrativa heideggeriana da história do Ocidente concentra-se quase exclusivamente no legado grego, tanto em seu pensamento quanto em seu impensado. | ||
| + | * Essa concentração deixa na sombra outras possíveis fontes originárias que não se deixam reconduzir à matriz helênica. | ||
| + | * A exclusão dessas fontes não se apresenta como mera omissão empírica, mas como limite estrutural do próprio esquema interpretativo. | ||
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| + | * Emergência do problema da herança não grega | ||
| + | * A própria lógica da distinção entre pensado e impensado exige a consideração de um impensado que não pertença à linhagem grega. | ||
| + | * A questão de uma herança não grega surge, assim, não como adição externa, mas como problema imanente à construção heideggeriana da história do ser. | ||
| + | * É nesse ponto que se abre o espaço para a investigação da dívida impensada em relação à herança hebraica. | ||
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