estudos:marion:tonalidades-dasein
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| + | ====== AS TONALIDADES DO " | ||
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| + | //MARION, Jean-Luc. Réduction et donation: Recherches sur Husserl, Heidegger et la phénoménologie. Paris: PUF, 1989.// | ||
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| + | * Para superar a aporia de 1927, segue-se o caminho traçado pela conferência de 1929, que tenta acessar o ser diretamente a partir do terreno das ciências positivas. | ||
| + | * As ciências positivas ocupam-se apenas do ente (das Seiende) objetivável, | ||
| + | * Sua relação mundana (Weltbezug), | ||
| + | * Este "nada mais" introduz, de modo clandestino, | ||
| + | * O " | ||
| + | * Surge como um "quase nada" da denegação, | ||
| + | * A objeção principal (antecipada por Heidegger e depois formulada por Carnap) é que interrogá-lo já o trata tacitamente como um ente, incorrendo em uma falha lógica. | ||
| + | * Esta redução do Nada a uma " | ||
| + | * A análise de Bergson sobre a "ideia de nada" ilustra e, ao mesmo tempo, revela os limites desta redução lógica. | ||
| + | * Bergson deriva a ideia de nada da negação, mostrando como se passa da substituição de um possível à sua supressão e depois à supressão de todos os possíveis (nada absoluta). | ||
| + | * Contudo, sua crítica mostra uma contradição: | ||
| + | * Isto sugere que o Nada poderia preceder a negação, ou que a negação atesta o poder do Nada por sua própria deficiência. | ||
| + | * A questão fundamental desdobra-se então em dois interrogantes: | ||
| + | * (a) A negação produz o Nada, ou o Nada torna originariamente possível a negação? Heidegger afirma o segundo: "o Nada é mais originário que o não e que a negação" | ||
| + | * (b) Se o Nada precede a negação, pode ele se dar em pessoa? "Deve poder ser encontrado" | ||
| + | * Para ser interrogado fenomenologicamente, | ||
| + | * O problema desloca-se então para a doação da totalidade do ente, requisito prévio para experimentar sua negação (o Nada). | ||
| + | * Esta totalidade não é inacessível se se distingue entre " | ||
| + | * Heidegger privilegia, para este acesso, tonalidades afetivas (Stimmungen) do Dasein: o tédio e a alegria (esta última ligada ao amor). | ||
| + | * O tédio profundo concede acesso ao ente em sua totalidade através da indiferença. | ||
| + | * Ele não se fixa em um ente particular, mas confunde todas as coisas, homens e a nós mesmos em uma indiferença indistinta. | ||
| + | * A indiferenciação qualitativa e quantitativa permite que alguns entes sejam experimentados como a totalidade. | ||
| + | * Este "em seu conjunto" | ||
| + | * A alegria pela presença do Dasein de um ente amado também é mencionada como via de acesso, mas não é analisada com a mesma profundidade. | ||
| + | * O tédio tem, portanto, um papel provisório: | ||
| + | * Para a mise en scène fenomenológica do Nada (em vista do " | ||
| + | * A angústia repete a indistinção do tédio, mas a inverte. | ||
| + | * Como o tédio, ela não se fixa em um ente determinado. Ao contrário do medo, que teme algo específico, | ||
| + | * Esta indeterminação não é uma falta, mas sua definição: | ||
| + | * Enquanto no tédio o ente na totalidade se afasta em indiferença, | ||
| + | * O Dasein angustia-se com o recuo, com a ausência, com o Nada do ente. A angústia é angústia do Nada. | ||
| + | * A crise de angústia manifesta, portanto, o fenômeno fundamental: | ||
| + | * A questão sobre o Nada permanece, assim, efetivamente posta (gestellt). | ||
| + | * A conclusão levanta a pergunta decisiva: O que o Nada, que aí está, manifesta ao ser-aí (Dasein)? | ||
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