estudos:marion:repeticao-ego
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| + | ====== REPETIÇÃO DO " | ||
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| + | //MARION, Jean-Luc. Réduction et donation: Recherches sur Husserl, Heidegger et la phénoménologie. Paris: PUF, 1989.// | ||
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| + | * A " | ||
| + | * A confrontação incessante com o //ego cogito// para demarcar o //Dasein// gera uma rivalidade mimética, onde o vencedor parece, por vezes, marcado pelo vencido. | ||
| + | * O //ego cogito//, justamente por ser incessantemente recusado, aparece como enigmático em si mesmo e intimamente ligado ao //Dasein//. | ||
| + | * A analítica existencial deste, ao avançar apenas com a " | ||
| + | * O próprio Heidegger, após a analítica preparatória, | ||
| + | * Para servir como ponto de partida, o //cogito sum// necessitaria não apenas de uma inversão (// | ||
| + | * O primeiro enunciado seria então: " | ||
| + | * Esta possibilidade indica uma fascinação histórica (// | ||
| + | * O projeto de uma // | ||
| + | * Em //Sein und Zeit//, os parágrafos sobre Descartes constituem a primeira tentativa de sair da " | ||
| + | * Trata-se de ultrapassar o //ego// em direção ao ἑγὼ, gesto já esboçado no comentário a Protágoras e radicalizado na analítica do //Dasein//. | ||
| + | * Esta repetição implica que, na " | ||
| + | * O "novo início" | ||
| + | * A questão torna-se, então, como a egoidade (// | ||
| + | * A diferença ontológica do //Dasein// funda a possibilidade do pronome pessoal "eu sou". | ||
| + | * O //Dasein// é o ente para o qual, em seu ser, está em jogo esse seu ser, que é em cada caso //meu// (//je meines//). | ||
| + | * Portanto, a interpretação do //Dasein// deve sempre dizer também o pronome pessoal: "eu sou", "tu és". | ||
| + | * O "eu sou" resulta da propriedade do //Dasein// de se colocar em pessoa no jogo de seu próprio ser. | ||
| + | * No entanto, o //Eu// (//Ich//) só tem legitimidade como determinação existencial se interpretado a partir da // | ||
| + | * O // | ||
| + | * Somente a orientação fenomenal sobre o sentido de ser do poder-ser-Si-mesmo (// | ||
| + | * O // | ||
| + | * Inversamente, | ||
| + | * O fenômeno do // | ||
| + | * A expressão " | ||
| + | * Neste contexto, o "eu sou" encontra seu lugar fenomenológico correto: ele põe em obra o cuidado de si do //Si//, conforme o cuidado como ser do //Dasein//. | ||
| + | * O "eu sou" intervêm em momentos-chave da analítica para marcar a // | ||
| + | * Ele marca a minhidade: "o ente que denominamos //Dasein//, eu o sou em cada caso mesmo (//bin ich je selbst// | ||
| + | * Ele é o predicado do " | ||
| + | * Ele expressa a abertura autêntica na resolução: | ||
| + | * O //Eu// único pode se desdobrar fenomenologicamente de duas maneiras opostas, correspondendo às posturas autêntica e inautêntica do //Dasein//. | ||
| + | * De modo inautêntico (cartesiano): | ||
| + | * De modo autêntico (existencial): | ||
| + | * O acesso do //Eu// ao seu estatuto não-cartesiano se dá na oposição entre a irresolução inautêntica e a // | ||
| + | * A " | ||
| + | * Conclui-se que o //Eu// pode tanto precisar ser " | ||
| + | * Inautenticamente, | ||
| + | * Autenticamente, | ||
| + | * O //ego cogito// deixa de ser uma tese metafísica a refutar para tornar-se o // | ||
| + | * A relação entre //ego// e //Dasein// revela-se, portanto, como uma luta pela interpretação de um mesmo fenômeno: "eu penso", | ||
| + | * Esta luta coloca Descartes e Heidegger como intérpretes um do outro, mais do que como intérprete e interpretado. | ||
| + | * Esta nivelamento suscita novas interrogações sobre a determinação do //Eu// e da // | ||
| + | * Questões internas a //Sein und Zeit//: A determinação do "eu sou" pela // | ||
| + | * Questões que ultrapassam //Sein und Zeit//: O //Eu// atesta sua última base na função de "eu sou", fenomenologicamente realizado como // | ||
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