estudos:marion:nao-evidencia
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| + | ====== A não evidência ====== | ||
| + | MarionDado | ||
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| + | * Admitir a fenomenalidade própria do fenômeno — seu direito e sua potência de se mostrar a partir de si mesmo — implica assim compreendê-la a partir da doação | ||
| + | * Husserl, recapitulando ao fim de seu itinerário o adquirido de sua primeira "obra de ruptura", | ||
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| + | * De que alargamento se trata? Sem dúvida do alargamento da intuição sensível (kantiana) à intuição categorial | ||
| + | * Mas Husserl não se atém aqui à única questão da intuição; e aliás este alargamento deve ele mesmo se justificar | ||
| + | * De fato, está em jogo, mais universalmente, | ||
| + | * Alargamento ou aprofundamento, | ||
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| + | * Por que com efeito Husserl desqualifica a evidência como um simples ídolo morto? Por que ao contrário privilegiou o uso dela, como de toda a rede semântica que a liga ao olhar, à vista, à verdade? | ||
| + | * Precisamente, | ||
| + | * Para que a evidência não se refeche em simples ídolo do olhar e não permaneça uma letra morta — que a consciência envia a ela mesma —, é preciso, de uma absoluta necessidade fenomenológica, | ||
| + | * É preciso que em sua tela, se projete e advenha um outro que ela — o inevidente, o fenômeno ele mesmo | ||
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| + | * Paradoxo a admitir: o fenômeno permanece, enquanto instância exterior à consciência, | ||
| + | * Não se pode, segundo o único critério de evidência, demarcar uma evidência solipsista de uma evidência de coisa | ||
| + | * Para que a evidência se decida nela entre um filme sem profundidade e a figura de um real, em suma para que possa deixar ver, melhor, deixar aparecer o fenômeno, é preciso introduzir um termo novo — a doação | ||
| + | * A evidência não vê nada se a doação não lhe dá de deixar aparecer o que não lhe pertence, a inevidência essencial do aparecer como aparecer fenomenal | ||
| + | * Pois a fenomenologia não começa com o aparecer ou a evidência (senão permaneceria idêntica à metafísica), | ||
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| + | * Lugar da doação, portanto não sua origem, mas seu acabamento: a origem da doação permanece o " | ||
| + | * A " | ||
| + | * Somente esta doação originada em si pode dar o si do fenômeno e investir a evidência da dignidade de vigia da fenomenalidade, | ||
| + | * Certamente, esta mutação da evidência morta à evidência carregada de doação só se cumpre pela operação da redução | ||
| + | * Mas a redução não produziria nenhum avanço fenomenológico, | ||
| + | * Só tira sua legitimidade e sua fecundidade de seu serviço da doação, da qual, como a evidência (embora sobre outro modo), recebe tudo | ||
| + | * A doação dá vida tanto à redução quanto à evidência, pois somente ela lhes dá a carga da fenomenalidade | ||
