estudos:marion:mundo-vaidade
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| + | ====== O Mundo segundo a Vaidade ====== | ||
| + | JLMPE | ||
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| + | * O mundo fenomenaliza-se doando-se ao sujeito e fazendo dele seu adonné [dado] | ||
| + | * Reivindicar lugar ao sol erótico — como amado ou odiado — constitui primeiro dever, não injustiça ou tirania | ||
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| + | * Objeção ao enfraquecimento do //ego// pela substituição do //ego cogitans// pelo //ego// como amado ou odiado | ||
| + | * Duplo enfraquecimento do //ego// pela redução erótica | ||
| + | * Primeira razão: dependência de alteridade não controlável | ||
| + | * //Ego cogitans// produz certeza por si mesmo em autonomia perfeita | ||
| + | * Redução erótica coloca apenas a questão " | ||
| + | * Interrogação expõe a incerteza radical de resposta sempre problemática, | ||
| + | * Luto da autonomia torna-se necessário | ||
| + | * Segunda razão: incerteza definitiva mesmo com confirmação erótica eventual | ||
| + | * Asseguramento proveniente de alhures não confirma certeza de si, mas compensa sua falência | ||
| + | * Alteridade mais originária que o próprio //ego// fere-o antes de qualquer compensação | ||
| + | * Caráter determinante — amado ou odiado — não pertence mais ao //ego// em propriedade | ||
| + | * //Ego// não se atribui mais a si mesmo, mas se extasia em direção a instância indecidida que decide tudo | ||
| + | * Dupla heteronomia: | ||
| + | |||
| + | * Admissão do resultado destituinte como aquisição obscura | ||
| + | * Redução erótica destitui //ego// de toda autoprodução na certeza e na existência definitivamente | ||
| + | * Resposta eventual à questão " | ||
| + | * Autonomia da certeza pela // | ||
| + | * Destituição não equivale a perda seca, mas a aquisição ainda obscura | ||
| + | * Sob redução erótica, receber-se com certeza apenas como amado ou odiado | ||
| + | * Entrada em terreno absolutamente novo como amado em potência (// | ||
| + | * Não se trata de ser enquanto amado, nem fazer-se amar ou odiar para ser ou não ser | ||
| + | * Aparecer a si mesmo diretamente, | ||
| + | |||
| + | * " | ||
| + | * Em regime de redução erótica confrontando a vaidade, não se pode assumir sem precaução "ser ou não ser, eis a questão" | ||
| + | * Questão " | ||
| + | * Não visa mais o ser, não se preocupa mais com a existência | ||
| + | * Introduz em horizonte onde estatuto de amado ou odiado — //amável// — remete apenas a si mesmo | ||
| + | * Perguntando se me amam de alhures, não se trata mais de inquirir primeiramente sobre asseguramento | ||
| + | * Entrada no reino do amor | ||
| + | * Recepção imediata do papel daquele que pode amar, que se pode amar, que crê que se deve amá-lo — o amante | ||
| + | |||
| + | * Oposição amante versus // | ||
| + | * Amante destitui busca de certeza pela busca de asseguramento | ||
| + | * Amante substitui questão " | ||
| + | * Amante não é enquanto pensa, mas — supondo que deva ainda ser — é apenas enquanto o amam | ||
| + | * Diferença fundamental: | ||
| + | * Amante não ama tanto para ser quanto para resistir ao que anula o ser — vaidade que pergunta "para quê?" | ||
| + | * Amante ambiciona ultrapassar o ser para não sucumbir com ele ao que o destitui | ||
| + | * Do ponto de vista do amante, do ponto de vista da redução erótica: ser e seus entes aparecem contaminados, | ||
| + | * Trata-se de amar porque em regime de redução erótica nada não-amado ou não-amante se sustenta | ||
| + | |||
| + | * Passagem do // | ||
| + | * Redução erótica destitui questão "ser ou não ser?" | ||
| + | * Depõe questão do ser de sua carga imperial expondo-a à questão "para quê?" | ||
| + | * Considera-a seriamente do ponto de vista da vaidade | ||
| + | * Em redução erótica, onde está em jogo o amante, questão "o que é o ente (em seu ser)?" perde privilégio de questão mais antiga, sempre buscada, sempre perdida | ||
| + | |||
| + | * Aporia da questão do ser não deriva de jamais tê-la atingido | ||
| + | * Deriva de obstinar-se ainda e sempre em colocá-la em primeira posição | ||
| + | * Questão do ser permanece — no melhor dos casos — derivada ou condicional | ||
| + | * Nem primeira nem última, pertence apenas a filosofia segunda | ||
| + | * Desde que outra questão — "para quê?" — a aflige | ||
| + | * Desde que filosofia mais radical pergunta " | ||
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| + | * Inversão da atitude natural — naturalmente ontológica, | ||
| + | * Inversão cumpre-se apenas por redução de novo estilo: redução erótica | ||
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| + | * Questão: como se cumpre a redução erótica? | ||
| + | * Como difere de outras reduções ou da atitude natural? | ||
| + | * Como coloca em cena as coisas do mundo? | ||
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| + | * Retorno ao amante — aquele que se pergunta " | ||
| + | * Segundo atitude natural: consideraria simplesmente todos os entes e o ente em geral | ||
| + | * Em regime de redução erótica: constata que nenhum ente, nenhum //alter ego// nem ele mesmo pode fornecer menor asseguramento diante da questão " | ||
| + | * Ente qualquer assegura tanto menos o amante quanto ele mesmo se expõe inteiramente à vaidade | ||
| + | * Nenhum //alter ego// pode assegurar, pois seria necessário primeiro distingui-lo de ente do mundo — impossível neste momento da investigação | ||
| + | * //Ego// não pode, por si mesmo, fornecer menor asseguramento diante da interrogação " | ||
| + | * Por princípio, vaidade estende-se universalmente | ||
| + | * Cumpre efetivamente a redução erótica sobre todas regiões do mundo e suas fronteiras | ||
| + | |||
| + | * Necessidade de descrever brevemente vaidade e redução erótica seguindo três momentos privilegiados | ||
| + | * Espaço | ||
| + | * Tempo | ||
| + | * Identidade do si | ||
