estudos:marion:constancia-do-eu
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| + | ====== A constância do Eu ====== | ||
| + | MarionDado | ||
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| + | * Este cumprimento, | ||
| + | * A que condição sua " | ||
| + | * Com efeito, a resolução antecipadora desobstrui o ser do //Dasein// como o cuidado [//Sorge//] e permite atingir dele o sentido de ser a partir do futuro | ||
| + | * Trata-se então de determinar como se cumpre a ekstase do cuidado: em suma, a que a resolução se resolve, que dá ela ao //Dasein//, sobre o que recai a decisão que dele recebe? | ||
| + | * Ora, a resolução se repara concretamente em vários fenômenos que se ordenam a ela: a angústia, a consciência de dívida, e o ser-para-a-morte (como antecipação); | ||
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| + | * Fenômenos que determinam o ser do //Dasein// como cuidado e o nada de alteridade | ||
| + | * A angústia resulta na prova do nada de todo ente, manuseável assim como subsistente: | ||
| + | * Que este nada deva se entender como o mundo, não atenua o fato de que a angústia abre sobre o nada, sem nada de mais que este nada ele mesmo | ||
| + | * A consciência que prova sua dívida nela percebe um chamado, qualquer que seja; este chamado contudo não evoca e não exige nenhuma resposta, nenhuma reparação, | ||
| + | * A consciência de dívida não abre então o //Dasein// sobre um qualquer ente do mundo, senão sobre ele mesmo enquanto transcende os entes | ||
| + | * O ser-para-a-morte faz, em primeira aparência, exceção: jamais Heidegger indica que abriria, ele também, sobre o nada (que contudo toda a análise parece visar), mas somente sobre a possibilidade da impossibilidade | ||
| + | * Contudo, a antecipação em direção ao ser-para-a-morte abre finalmente o //Dasein// à possibilidade absoluta — absoluta pois englobando mesmo o impossível — onde cumpre plenamente sua transcendência em relação a todo ente, portanto se prova como tal | ||
| + | * Desde então, pois que no "... ser-para-a-morte, | ||
| + | * Assim os três fenômenos que determinam o ser do //Dasein// como cuidado desobstruem a resolução antecipadora como uma ekstase aberta estritamente sobre nada | ||
| + | * O //Dasein// se descobre, no momento mesmo de se arriscar e se individualizar como o ente no qual está em jogo seu ser, uma identidade vazia a si | ||
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| + | * Mienidade e ipseidade: o que se formulava no início da analítica como a " | ||
| + | * "A ipseidade [// | ||
| + | * O //Dasein// existe então enquanto ele mesmo e sua resolução não resolve nada, porque não devia nada resolver, pois não se tratava, para o //Dasein//, senão de se arriscar ele mesmo ao seu próprio ser | ||
| + | * A ipseidade só tem que fazer com ela somente | ||
| + | * Donde um novo solipsismo, não mais ôntico (o ser-no-mundo dele preserva), mas ontológico (a transcendência do //Dasein// o assegura) | ||
| + | * Trata-se certamente de uma exigência da neutralidade do //Dasein// (sem ética, nem rosto, nem sexo), mas também de uma remanência do " | ||
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| + | * Remanência do sujeito transcendental explica por que a ipseidade pode se entender também como uma constância-de-si-em pessoa ou uma auto-constância [// | ||
| + | * "A ipseidade [// | ||
| + | * Assim a ipseidade se desdobra em uma constância do si, que se prolonga em uma auto-constância, | ||
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| + | * Prodígio de 1927: a ekstase do cuidado, que radicaliza a destruição do " | ||
| + | * Sem dúvida, Heidegger abole para o //Dasein// a permanência da //ousia// e da //res cogitans//; contudo a autarquia do Si, que lhe mantém, vai até roçar o estranho título de " | ||
| + | * "... se a constituição ontológica do Si-mesmo não se deixa reconduzir nem a um Eu-substância, | ||
| + | * Não somente uma frágil denegação, | ||
| + | * De fato, os caracteres reflexivos do //Dasein// — decidir-se, colocar-se em jogo, preceder-se, | ||
| + | * Aporia do solipsismo implica a da subsistência | ||
| + | |||
| + | * Individuação torna-se também problemática: | ||
| + | * Não assume aliás, por vezes, uma identidade coletiva? Pode-se então jamais apoiar sobre ele uma individuação? | ||
| + | * A " | ||
| + | * As aporias do " | ||
| + | * Poderia se dar que não designe tanto o que sucede ao " | ||
| + | |||
| + | * Aporias permanecerão enquanto se pretender começar pelo //ego//, o " | ||
| + | * Só poderão eventualmente se dissipar se, por um reviramento radical, se lhe substitui um "a qu[em]", | ||
| + | * Pois ao receber o que se dá (o fenômeno), o atributário dele recebe os efeitos, portanto se recebe dele mesmo: individualiza-se por facticidade, | ||
| + | * E, recebendo-se ele mesmo como um ente dado, libera-se da subsistência de um substrato, em suma da subjetividade do " | ||
| + | * O atributário permanece — se se insiste — um " | ||
| + | |||
| + | * Mas, se o atributário não surge de seu próprio fundo, nem repousa sobre seu substrato, donde vem a ele mesmo? Que (ou quem) então o precede? | ||
