Categoria: Fenomenologia (Hermenêutica)
Fenomenologia, Hermenêutica e Fenomenologia Hermenêutica
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Excertos do livro “Aprendendo a Pensar”, Tomo I. Estranhamente o mito vem interessando às pesquisas de filólogos e antropólogos, literatos e psicólogos, sociólogos e historiadores. Mais estranho ainda o interesse dos filósofos existenciais. e até já haver um problema filosófico do mito . Pois o mito , assim se julga quer implícita quer explicitamente, é…
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Excertos do ensaio “A Técnica e o Mundo no Pensamento da Terra”, Revista Tempo Brasileiro n°94 A Terra é mais antiga do que o homem e a história. Por isso a terra não pode ter nem lugar nem data nem certidão de nascimento. O Homem é mais antigo do que o mundo e a técnica.…
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Excertos do livro “Aprendendo a Pensar”, Tomo I. Na escola de motorista treinamos e nos exercitamos no uso até nos apossarmos dos meios e modos de lidar com o carro. Só então lhe dominamos o uso. Dominar o uso significa sintonizar nosso modo de proceder e agir com o que exige e requer o funcionamento…
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Excertos do livro “Aprendendo a Pensar”, Tomo I. Será que poderemos aceitar simplesmente alguma dessas caracterizações em que se exprimiu a experiência do homem com a filosofia no fim da antiguidade? Em que medida nós, homens modernos, filhos do átomo e da máquina, desdobramos ainda nossa existência no espaço de experiência do que os gregos…
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Excertos do livro “Aprendendo a Pensar”, Tomo I. 5. A Hermenêutica da Introdução à Metafísica: Concebida como um retorno à fonte originária de sua essencialização, a superação da metafísica e por conseguinte a investigação da questão sobre o sentido e a Verdade do Ser parece reduzir-se a um simples renascimento do pensamento pré-socrático. À primeira…
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Excertos do livro “Aprendendo a Pensar”, Tomo I. Na Froehliche Wissenschaft, gaia ciência, diz Nietzsche que a filosofia vive nas geleiras das altas montanhas, tendo por única companhia o monte vizinho, onde mora o poeta. No país da ciência, a filosofia aparece como uma montanha solitária, envolta numa luz marginal. Por isso toda vez que…
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Excertos do livro “Aprendendo a Pensar”, Tomo I. Costumamos distinguir a vida pré-científica da atitude científica. Nessa distinção a vida pré-científica se nos afigura mais ampla, mais rica e variada. É tecida de comportamentos e relações, que se entrelaçam numa infinidade de setores: no campo das atividades práticas, do uso e confecção das coisas; no…
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Excertos do livro “Aprendendo a Pensar”, Tomo I. Devido ao modo estranho de seu vigor a filosofia se vê relegada, na idade da ciência mais do que em qualquer outra idade, a uma posição marginal. Por isso se torna imperiosa a necessidade de se discutirem as relações entre filosofia e ciência. Pois só discussões dessa…
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Excertos do livro “Aprendendo a Pensar”, Tomo I. As mais das vezes esse acúmulo de conhecimentos periféricos só nos cega para a presença extraordinária da filosofia na existência. A fim de identificá-la, não basta conhecer a historiografia filosófica e abstrair dos grandes pensadores um traço que seja comum a todos. Desde o fim da antiguidade…
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Excertos do ensaio “Onipotência e coisa em si”, da Coleção Diagrama “E o vigor do homem, poderás compreendê-lo condignamente sem o vigor do todo?” PLATÃO, Fedro, 270 c. Com simplesmente ser, a psicanálise está sempre em crise. A crise é crítica por ser clínica. Em crise, a psicanálise nos fala de outro Freud. De um…
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Excertos do livro “Aprendendo a Pensar”, Tomo I. Da palavra Crítica , geralmente só costumamos ouvir os acentos negativos. Toda atividade de crítica , criticar e fazer crítica é logo entendida no sentido de corrigir: constatar e suprir erros e deficiências. É esse sentido de nosso modo comum de ouvir a palavra que temos de…
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Esta de-cisão metafísica não é um presente para sempre passado nem se reduz a simples fato de um passado encoberto pela poeira de dois mil e quatrocentos anos. É mais do que objeto de curiosidade historiográfica. Mais do que uma relíquia no museu do Ocidente. É um passado tão vigente que constitui a fonte donde…
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(Bornheim1989) Na sua primeira fase, Sartre fala em ontologia e pretende dar conta da condição humana como tal; a partir dos anos 60 prefere a palavra antropologia, publica a Crítica da razão dialética e pergunta pela condição humana tal como ela se manifesta hoje. A grande virada concentra-se toda na descoberta da história, entendida através…
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(Bornheim1989) O tema da liberdade é o núcleo central do pensamento sartriano e como que resume toda a sua doutrina. Sua tese é insólita: a liberdade é absoluta ou não existe. Sartre recusa todo determinismo e mesmo qualquer forma de condicionamento. Assim, ele recusa Deus e inverte a tese de Lutero; para este, a liberdade…
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(Bornheim1989) O grande desbravador de caminhos, nesta questão, foi Hegel. A sua intuição genial, expressa na dialética do mestre e do escravo, foi mostrar que a consciência depende, em seu próprio cerne, para ser, do reconhecimento de outra consciência: eu só sou na medida em que o outro me reconhece como tal. Heidegger não é…
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(Bornheim1989) A experiência da náusea põe de manifesto ao menos três coisas. Em primeiro lugar, a necessidade de converter a revelação do absurdo em um sentido que justifique a existência humana: o existencialismo deve ser um Humanismo. Em segundo lugar, a náusea revela, para mim mesmo, que eu sou consciência – a consciência é o…
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(Bornheim1989) A questão do método é muito ampla, mesmo porque o pensamento de Sartre se desdobra em três fases fundamentais. A primeira, em que se constitui o existencialismo propriamente dito, dominada pela principal obra de Sartre, O ser e o nada (1943), adota o método fenomenológico. A Segunda, inspirada por preocupações de ordem marxista, assimila…
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(Bornheim1989) O existencialismo é das doutrinas mais características de nosso século. Todo o seu empenho está em pensar o indivíduo concreto, a partir de sua existência cotidiana, desprovida de qualquer relevo especial. O único filósofo que aceita a palavra existencialismo para designar a sua própria doutrina é Sartre. Mas ele toma de Heidegger (outro filósofo)…
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Ensaio publicado na revista IRIS em agosto de 1982 Curiosa profissão, esta. A maioria das profissões exige engajamento em determinado assunto. Sapateiro engaja-se em sapatos, construtor civil em casas, cientista em física, ministro no governo. Quanto ao fotógrafo, este se engaja na máquina fotográfica. que não é assunto, mas instrumento. E como se o sapateiro…
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(Capalbo1987) A análise do “Ser-no-mundo” aproxima-nos da compreensão de que o Ser Humano é um Ser Histórico. A História se apresenta como um encontro onde se verifica o esforço de compreensão do outro, e onde se coloca o fenômeno da inter-subjetividade. é pela sua manifestação no mundo que o outro se torna outro-para-mim. Isso implica…