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WRATHALL (2021:173) – INVESTIGAÇÃO FILOSÓFICA, CONFRONTO DESTRUTIVO COM SUA HISTÓRIA

Como princípio hermenêutico, o confronto aparece já em 1922 para descrever a tarefa da filosofia, tanto na interpretação da vida fáctica (GA62:76-77) quanto na interpretação da filosofia anterior: “para a pesquisa filosófica, o confronto destrutivo com sua história não é um mero anexo com o objetivo de ilustrar como foi no passado”; em vez disso, o confronto como destruição (Destruktion) busca entender como o presente pode assumir, transformar e se apropriar de questões e possibilidades deixadas de lado em figuras históricas (GA62:368). Isso reflete o que Heidegger entende como o propósito da análise fenomenológica da facticidade (Faktizität para a interpretação da própria vida, o que mais tarde ele chamará de existência hermenêutica do Dasein e, portanto, não é apenas uma forma de fazer história acadêmica da filosofia. O elemento “destrutivo” na confrontação hermenêutica não é uma aniquilação descuidada do que está sendo interpretado, em autores ou na vida, mas sim uma desconstrução, uma leitura que decompõe um texto ou uma determinada situação, não para destruir o significado, mas para explorar questões negligenciadas e potencialidades não realizadas.

(WRATHALL, Mark A.. The Cambridge Heidegger Lexicon. Cambridge: Cambridge University Press, 2021)

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