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PREFÁCIO

SCHNELL, Alexander. Was ist Phänomenologie? Frankfurt am Main: Vittorio Klostermann, 2019.

  • A “autoconsciência consequente”, na medida em que é reconduzida, por um gesto de radicalização, à “subjetividade transcendental”, deve ser compreendida como “suporte de validade de todas as validações do mundo”
  • A ideia de fundamentação da fenomenologia só pode ser realizada se duas questões fundamentais puderem ser respondidas satisfatoriamente: como tornar radicalmente compreensível o conhecimento fenomenológico e como conciliar a recondução à “subjetividade transcendental” com a fundamentação de um conceito forte de ser ou de realidade, que seja capaz de levar em conta a “transcendência do mundo”
    • Essas respostas não podem ser elaboradas separadamente, mas deve-se sempre ter em vista que e como a abordagem de uma fenomenologia compreendida como idealismo transcendental, em Husserl, pode ser pensada em conjunto com a abordagem de uma ontologia fenomenológica, em Heidegger, se a fenomenologia deve representar um projeto sistematicamente unitário
  • A satisfação de tal intenção parece ainda não ter sido alcançada na literatura fenomenológica até agora
  • Este ensaio se dedica justamente a essa intenção, compreendendo-se como uma descrição de caminho, como um percorrer inicial de diferentes caminhos para a fenomenologia
    • Dos diferentes caminhos possíveis, três devem ser considerados mais detalhadamente
      • O primeiro caminho mergulha no método fenomenológico, o qual, por não poder ser prescritivo, deve sempre ser extraído da “coisa” na reflexão metódica
      • O segundo caminho consiste em um confronto histórico-sistemático com dois marcos da história da filosofia: o idealismo alemão e o empirismo anglo-saxão
      • O terceiro caminho busca o confronto da fenomenologia com uma posição contemporânea, o “realismo especulativo”, para esboçar um “idealismo especulativo fenomenológico” e iluminar o conceito fundamental de realidade desde uma perspectiva transcendental-fenomenológica
  • Um quarto caminho, talvez o mais adequado, é deixado de lado por razões de equilíbrio interno e pelo dilema de ter que fazer uma seleção que só poderia transmitir uma imagem parcial da “filosofia do trabalho” fenomenológica
  • O esforço de uma introdução à fenomenologia luta com a dificuldade de falar da fenomenologia em uma visão unitária, considerando as contribuições frequentemente divergentes dos fenomenólogos, mas reivindicando apresentar a fenomenologia em sua posição sistemática fundamental
    • Isso só se justifica se for defendido o ponto de vista de que a fenomenologia, por razões ligadas à intenção originária dos fundadores e à sua vinculação com a tradição filosófica ocidental, persegue um projeto fundamental que, apesar das particularidades individuais, prescreve um horizonte filosófico compartilhado e uma direção de pensamento comum
  • À tendência de recuo de posições transcendental-filosóficas em favor de orientações historicizantes-fáticas, opõe-se o projeto transcendental-filosófico da fenomenologia, mostrando que ela tem o potencial para uma filosofia viva e contemporânea
    • Tornar isso compreensível e fundamentá-lo pertence às intenções principais das considerações seguintes
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