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MARQUET (1995:224-225) – O "ENTRE"

14- Na raiz do cristianismo está o pressentimento de que um irrelativo que seria pura e simplesmente oposto à relação se tornaria ele próprio um relativo; é o que o budismo reconhece explicitamente, deixando para trás a ordem estritamente religiosa, e fornecendo a contrapartida negativa do cristianismo. Um e outro, Deus e os seus fiéis, aparecem aí como igualmente condicionados, como dois pólos correlativos, e portanto irreais, cujo vazio constitui uma verdade igual. Aquilo que tem um vis-à-vis não pode, por definição, ser o Uno, o Imediato (Hölderlin): antes se situa entre eles, num Zwischen que antecipa, na sua soberania não aparente, os termos que aparentemente relaciona (225) entre si (Heidegger). O entre-um-e-outro é o Um absolutamente singular: a filosofia talvez tenha sido sempre a repetição e a modulação deste acontecimento.

(MARQUET, Jean-François. Singularité et événement. Grenoble: J. Millon, 1995)

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