estudos:malpas:2006:start
Topologia
MALPAS, Jeffrey Edward. Heidegger’s topology: being, place, world. Cambridge (Mass.): MIT Press, 2006.
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1 Introdução: Heidegger, Lugar e Topologia
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2 Começando pelo Lugar
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3 A Ontologia da Existência: Significado e Temporalidade
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4 A Virada do Pensamento: Verdade e Mundo
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5 A Poesia que Pensa: Lugar e “Evento”
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6 Conclusão: Retornando ao Lugar
Prefácio
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1. A obra tem origem na convicção de que o conceito de lugar constitui, ainda que de modo negligenciado, um núcleo central da investigação filosófica e, ao mesmo tempo, um eixo fundamental do pensamento de Martin Heidegger, projeto que originalmente formava uma única investigação, posteriormente desmembrada de modo que o volume publicado em 1999, Place and Experience: A Philosophical Topography, tratasse da fundamentação filosófica do lugar enquanto tal, remetendo a análise pormenorizada do papel do lugar em Heidegger a um trabalho projetado sob o título “Heidegger's Topology of Being”.
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A cisão do projeto original decorreu da dificuldade de conciliar, num único volume, o tratamento adequado do material heideggeriano com o desenvolvimento amplo da investigação sobre o lugar como tal.
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2. O presente volume, com título ligeiramente modificado, cumpre o compromisso assumido anteriormente e configura-se como obra companheira de Place and Experience, integrando-se a uma trilogia complementada por um terceiro volume, Triangulating Davidson, dedicado a uma leitura do pensamento de Donald Davidson orientada pelo lugar, ao passo que, tendo Heidegger como foco central, expande e complementa questões metodológicas relativas à noção denominada “topografia” (Topographie), correspondente ao termo “topologia” (Topologie) em Heidegger.
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A investigação aprofunda a relação entre o conceito de lugar e problemas filosóficos centrais, tais como a natureza do fundamento (Grund), do transcendental e das noções de unidade, limite e delimitação (Grenze).
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Reafirma-se, ademais, a legitimidade e a significação filosófica do lugar enquanto categoria de investigação.
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3. Tomar o lugar como conceito central do pensamento de Heidegger visa alcançar uma compreensão mais básica e esclarecedora desse pensamento, e assim também sua apropriação mais adequada num contexto de língua inglesa, evidenciando que tal pensamento não se origina de uma intuição peculiar e especial do ser (Sein), mas antes da apreensão simples e imediata do ser em nosso próprio ser-em (In-Sein) a abertura (Offenheit) do lugar.
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Trata-se de uma leitura específica de Heidegger, que o compreende como resposta a um problema ou conjunto de problemas determinado, trazendo à tona uma questão nem sempre diretamente manifesta no próprio pensamento heideggeriano, seja em sua formulação própria, seja nas interpretações de outros comentadores, mas que permanece fundamental a esse pensamento.
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Reconhece-se que a tarefa de ler Heidegger implica necessariamente certa luta, tanto com Heidegger quanto por vezes contra ele, decorrência inevitável de qualquer tentativa de engajamento com Heidegger como pensador vivo, e não como mero texto, admitindo-se a crítica de que determinados elementos recebem ênfase excessiva em detrimento de outros.
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4. O plano da obra segue o desenvolvimento da topologia (Topologie) heideggeriana em três estágios principais: o período inicial das décadas de 1910 e 1920, até Ser e Tempo (Sein und Zeit) inclusive, centrado no sentido do ser (Sinn des Seins), tratado nos capítulos 2 e 3; o período intermediário dos anos 1930 e que se estende até os anos 1940, centrado na verdade do ser (Wahrheit des Seins), tratado no capítulo 4; e o período tardio, a partir de meados da década de 1940, no qual o lugar do ser (Ort des Seins) passa propriamente ao primeiro plano, tratado no capítulo 5.
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Os capítulos 3 e 4 concentram-se nas questões mais técnicas da interpretação heideggeriana, de maior interesse para especialistas do que para o leitor geral.
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Recomenda-se aos leitores mais interessados no lugar do que em Heidegger propriamente dito maior seletividade quanto a esses dois capítulos, dedicando atenção mais próxima aos capítulos 1, 2, 5 e 6, sendo nos capítulos 5 e 6 que a ideia de topologia heideggeriana encontra sua articulação mais plena.
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