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HEBECHE (2005:332 NOTA) – Selbst

É a partir desse construto singular (Selbst) que Heidegger fará a desconstrução da noção unitária do eu. “A noção ontológica que corresponde ao fenômeno da angústia é o ser-possível de um si (Selbst) singular. É essa singularidade que Heidegger liga ao fenômeno da liberdade, compreendida como capacidade de se escolher radicalmente a si mesmo. É assim que o filósofo prepara o espaço para a desconstrução do eu na análise existencial, e é assim também que os existenciais passam a ter a função desestruturante da clássica unidade do eu”. Ver Ernildo Stein, Diferença e Metafísica — Ensaios sobre a desconstrução. EDIPUC-RS, Porto Alegre, 2000, p. 177. Nessa obra entende-se como a crítica de Heidegger à unidade da consciência em SZ é feita “a partir do fenômeno da singularização do Dasein”. Todo construto Dasein do “si mesmo” é elaborado ao modo de “particulares egocêntricos”. A “nossidade” (inautêntica) é concebida em termos da “simesmidade” (autêntica). O solipsismo metodológico de Husserl é então convertido em solipsismo ontológico existencial. Como alguém sabe que se escolheu radicalmente a si mesmo? Quais são os critérios que norteiam a sua escolha?

(HEBECHE, Luiz. O escândalo de Cristo : ensaio sobre Heidegger e São Paulo. Ijuí: Ed. Unijuí, 2005)

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