Essência da Manifestação
HENRY, Michel. L’ essence de la manifestation. Paris: Presses Univ. de France, 1963.
Extratos por termos relevantes
A questão do fenômeno é muito anterior à fenomenologia; abre-se com a filosofia e acompanha-a ao longo da sua história. Mas este pré-requisito inelutável - pois ser significa aparecer - é sobredeterminado por um pressuposto irrefletido. Da Grécia a Heidegger, nas problemáticas clássicas da consciência e da representação, nas suas críticas, na fenomenologia da intencionalidade e nos seus prolongamentos, “ fenômeno ” designa o que se mostra num horizonte de visibilização, o Ek-stase de um Fora.
A contestação deste monismo ontológico estabelece que o Ek-stasis só subsiste no terreno da sua anti-essência: uma imanência tão radical que nunca se encontra à distância, incapaz de se ver a si mesma, uma alma sem Ideia, uma vida desprovida de arquétipo mas invencivelmente ligada a si mesma, experimentando-se a si mesma no padecimento, no sofrimento e no gozo do seu próprio pathos. Porque, antes do surgimento do mundo, uma Afetividade transcendental realiza em nós a sua Arquirrevelação ao mesmo tempo que engendra a nossa ipseidade, são necessárias outras categorias, outros pensadores, uma nova fenomenologia, se quisermos chegar, finalmente, a uma compreensão do que somos.
Introdução. O problema do ser do ego e os pressupostos fundamentais da ontologia
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1 - A ideia de uma evidência apodítica como via de acesso privilegiada ao ser do ego
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2 - A necessidade da edificação prévia de uma ontologia fenomenológica universal
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3 - A superação do intuicionismo e a liberação do horizonte fenomenológico universal
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4 - A inserção do ego cogito e de sua problemática no interior do horizonte liberado pela ontologia fenomenológica universal
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5 - O problema da inserção do ego cogito no interior do horizonte fenomenológico universal: o “ser” do ego absoluto
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6 - As dificuldades relativas à edificação da ontologia fenomenológica universal
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7 - A problemática concernente ao ser do ego interpretada como uma problemática originária e fundamental
Seção I. Elucidação do conceito de fenômeno e o monismo ontológico
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8 - A elucidação da essência do fenômeno, tarefa central da fenomenologia
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9 - A determinação unilateral da essência do fenômeno e o conceito de “distância fenomenológica”
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10 - A distância fenomenológica e o desdobramento do ser: presença e alienação
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11 - O monismo ontológico e o problema de sua superação: filosofia da consciência e filosofia do ser
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12 - A crítica da filosofia da consciência
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13 - A ambiguidade do “Dasein”. Essência e determinação
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14 - A relação da essência e da determinação ôntica na filosofia da consciência
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15 - A significação ontológica da problemática que visa a essência e o conceito originário de finitude
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16 - A ideia da estrutura formal da autonomia da essência e a tarefa de uma repetição da elucidação ontológica do conceito de fenômeno
Seção II. Repetição da elucidação do conceito de fenômeno: transcendência e imanência
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17 - O caráter originário da manifestação do ser e o problema da consciência natural
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18 - O conceito de representação: estrutura ontológica e compreensão existencial
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19 - O ser-para-si no ponto de vista ontológico e no ponto de vista existencial. Consciência e verdade
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20 - Crítica do conceito hegeliano de experiência
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21 - A reafirmação do caráter originário da manifestação do ser na iluminação de seu caráter não histórico
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22 - A interpretação da essência da fenomenalidade no interior dos pressupostos fundamentais do monismo e o problema da receptividade. Significação ontológica deste problema
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23 - A possibilidade interna da receptividade do ser e a problemática do esquematismo
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24 - A reafirmação do caráter central do problema da receptividade e a interpretação ontológica do tempo como auto-afeição
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25 - A elucidação da essência da receptividade e o problema da determinação fenomenológica da realidade originária da transcendência
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26 - A intervenção do homem na problemática da receptividade e a não pertença das condições originárias da verdade ao meio absoluto da exterioridade
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27 - A compreensão do caráter central da problemática da receptividade e o questionamento dos pressupostos ontológicos últimos do monismo
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28 - O caráter abstrato da essência da manifestação no interior dos pressupostos ontológicos do monismo e o problema da edificação de uma fenomenologia do fundamento
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29 - Evidenciação do motivo ontológico da impotência da problemática em edificar uma fenomenologia do fundamento e em dar um conteúdo à ideia da estrutura formal da autonomia
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30 - Determinação ontológica da essência originária da revelação como imanência. Conteúdo imanente e conteúdo transcendente
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31 - A ambiguidade fundamental do conceito de auto-afeição. Auto-afeição e afeição por si
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32 - Imanência e transcendência
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33 - A interpretação ontológica da essência da transcendência como imanência e a possibilidade interna da superação
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34 - Consciência do mundo e consciência sem mundo
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35 - A coerência da estrutura interna da essência
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36 - A significação ontológica essencial do conceito de imanência: o imediato
Seção III. A estrutura interna da imanência e o problema de sua determinação fenomenológica: o invisível
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37 - A estrutura interna da imanência
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38 - A estrutura interna da imanência e o problema de sua compreensão como revelação: Fichte
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39 - Eckhart
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40 - O pressuposto ontológico fundamental do pensamento de Eckhart e a essência originária do logos
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41 - Imanência e situação absoluta
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42 - A determinação ontológica da essência da situação como imanência e a ambiguidade fundamental da “Nichtigkeit”
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43 - Situação e temporalidade. A heterogeneidade ontológica de suas estruturas originárias e sua interpretação na filosofia da transcendência: a ideia de contingência e a queda do “Dasein”
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44 - O conceito de situação no existencialismo. A falência da ontologia e o realismo: “natureza e liberdade”
Seção III. A estrutura interna da imanência e o problema de sua determinação fenomenológica: o invisível (continuação)
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45 - O encobrimento da essência originária da revelação e seu esquecimento
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46 - A crítica do conhecimento. A essência da religião
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47 - A crítica do conhecimento no interior do racionalismo
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48 - Significação ontológica da crítica do racionalismo
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49 - A significação ontológica da crítica do conhecimento em Eckhart
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50 - O não-rosto da essência
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51 - Visível e invisível
Seção IV. Interpretação ontológica fundamental da essência originária da revelação como afetividade
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52 - Interpretação ontológica fundamental da essência originária da revelação como afetividade: afetividade e ipseidade
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53 - A afetividade como passividade ontológica originária e a efetividade de sua essência no “sofrer”
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54 - Interpretação ontológica da afetividade como fundamento da afeição: o problema da “afetividade intencional”
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55 - Determinação ontológica da afeição pela afetividade
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56 - Afetividade e sensações
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57 - A afetividade como forma universal de toda experiência possível em geral e como forma desta forma. O conceito puro de afetividade
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58 - A interpretação ontológica da afetividade como forma e como afetividade puras e a problemática kantiana do respeito
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59 - A afetividade como poder originário de revelação e a destruição do conjunto dos preconceitos a seu respeito
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60 - Determinação ontológica do poder de revelação da afetividade. 1° Determinação do “como” deste poder: a verdade da afetividade
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61 - A obscuridade do sentimento e sua linguagem. Afetividade e pensamento
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62 - Determinação ontológica do poder de revelação da afetividade. 2° Determinação do conteúdo deste poder: a realidade do sentimento
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63 - A verdade do sentimento e o problema dos “sentimentos falsos”
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64 - O poder de revelação da afetividade segundo Scheler
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65 - O poder de revelação da afetividade segundo Heidegger
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66 - A afetividade como imanência. Ser-originário e ser-constituído do sentimento
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67 - Afetividade real e afetividade irreal
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68 - Afetividade e ação
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69 - A imanência radical do sentimento e a impossibilidade de princípio de agir sobre ele
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70 - A essência da afetividade e as tonalidades afetivas fundamentais. Afetividade e absoluto
Apêndice. Evidenciação da essência originária da revelação por oposição ao conceito hegeliano de manifestação (Erscheinung)
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71 - O problema da essência da manifestação e o dilaceramento
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72 - A negatividade interpretada como uma categoria do ser
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73 - A pseudo-essência da subjetividade e a crítica do cristianismo
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74 - O reino da presença efetiva e a fuga para fora de toda efetividade
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75 - O Tempo e o problema da manifestação do Conceito
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76 - A alienação: finitude e inadequação da manifestação objetiva
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77 - O esforço em direção ao saber absoluto
