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Carter (2013) – Nishitani: Nietzsche e Niilismo
Data: 2025-10-30 17:54
The Kyoto school
A Experiência do Niilismo Europeu e o Caminho de Superação de Nishitani
A Experiência do Niilismo Europeu e o Caminho de Superação de Nishitani
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A experiência pessoal do niilismo europeu e o colapso do fundamento metafísico
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A experiência pessoal da “moléstia do niilismo europeu” por Nishitani, surgida do “rápido colapso” da filosofia metafísica tradicional e da “morte de Deus,” conforme anunciada por Nietzsche
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A totalidade da visão de mundo que nutria a vida espiritual da Europa por mais de dois mil anos sendo lançada em questão de uma só vez
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O fundamento da vida europeia não apenas se rachando, mas se colapsando por completo, abrindo um abismo que lançou todas as formas de significado, segurança e esperança em dúvida radical
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O surgimento de um grande desespero, pelo menos entre a intelligentsia, e a única via para além dele sendo a de deslocar as garantias da fé religiosa e do raciocínio metafísico para o eu
O enfrentamento do abismo pela vontade de poder-
A coragem para enfrentar o abismo exigindo viver sem garantias e, no entanto, viver uma vida apaixonada fundamentada nas próprias escolhas
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A superação deste niilismo demandada pela revelação da “nilidade” no cerne da existência, através de pura determinação para criar e traçar o próprio destino histórico
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O niilismo sendo superado ao se admitir primeiro a verdade da nilidade e depois se escolher viver em face dela
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Os valores antigos surgindo de fora do indivíduo, contrastando com os novos valores nietzschianos, que vêm dos seres humanos
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Os novos valores empoderando e encorajando cada pessoa a criar valores para si mesma, o que traz à tona uma “vontade de poder”
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A capacidade de não mais se deixar prender pela gravidade de tradições passadas, valores antigos que impediam a criação de valores próprios, e ameaças de danação eterna e punição divina
O método de superação: “através do niilismo”-
O argumento de Nishitani de que a única forma de derrotar o niilismo é “através do niilismo,” tendo Friedrich Nietzsche como guia
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O reenquadramento do entendimento de niilismo como a base para a sua superação, ideia em que se baseava o Assim Falou Zaratustra de Nietzsche
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A necessidade de investigar o que constituía a vida do Cristianismo e as lentas implicações de sua queda, resultando na necessidade de novos valores, após o anúncio da “morte de Deus”
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O colapso do Cristianismo tendo esvaziado “o fundamento dos ideais e valores recebidos,” segundo Nishitani
A crise das garantias cristãs e o niilismo resultante-
O Cristianismo tendo concedido o “valor absoluto” ao ser humano como a “imagem de Deus” na terra, protegendo seus seguidores do desespero perante a falta de significado da existência humana
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O Cristianismo tendo combatido a existência real do mal e do sofrimento no mundo ao postular um plano divino que lhes dava significado
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O ensinamento cristão tendo garantido uma moralidade dada por Deus, diminuindo a inclinação ao suicídio físico devido a um sentimento de falta de esperança
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A morte de Deus tendo retirado todas estas garantias, deixando o potencial para um abismo de desesperança
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A moralidade cristã tendo ensinado que os seres humanos eram fracos (“os mansos herdarão a terra”) e que o mundo está cheio de sofrimento e mal
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As crenças no Céu e no Dia do Juízo Final sendo uma negação deste mundo como bom, levando a um “ódio do natural,” a uma justificação da preferência pelo fraco sobre o forte, e culminando na negação das paixões
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O Cristianismo tendo produzido um “niilismo europeu,” apesar de ter nascido como um antídoto ao niilismo de sua época
A “vontade de poder” como superação-
O colapso do Cristianismo tendo proporcionado um novo olhar sobre o que, para Nietzsche, era uma filosofia negadora do mundo
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Este novo niilismo, em suas profundezas, tendo gerado uma nova superação do niilismo, a “vontade de poder”
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O amor de si e do mundo tal como são colocado no lugar de Deus, como argumentado por Nietzsche
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A substituição da aversão de si dos humanos como seres luxuriosos e eróticos por uma visão de humanos como seres eróticos orgulhosos, poderosos que amavam a vida e eram capazes de criar significado e valores para si mesmos
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O prazer sendo um sinal da plenitude da vida e do estabelecimento de valores que afirmam a vida
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O “além-do-homem” (übermensch) de Nietzsche como um exemplo ficcional de alguém que vive de forma positiva e afirma a vida, dizendo “sim” (yea-saying) ao mundo e à própria existência
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O além-do-homem exibindo o poder e a força para dar significado a um mundo sem significado
O mito do eterno retorno e a criação de significado-
O ensinamento de Nietzsche de que se deve amar o mundo que se ajudou a modelar a tal ponto que se estaria disposto a aceitar seu valor mesmo se estivesse comprometido a revivê-lo exatamente como ele é, sempre e sempre através da eternidade
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O “mito do eterno retorno” como um teste do valor da vida que se criou, para verificar se se pode querer a sua existência sem fim
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A superação de Nietzsche do niilismo exposto após o esboroar dos valores impostos do Cristianismo se dando através do “dizer-sim”
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A niilidade referindo-se àquilo que torna o significado da vida em falta de significado
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A afirmação da capacidade de se criar significado e valores dignos para si mesmo
A religião como autoconsciência da realidade e a perspectiva cósmica-
A religião surgindo quando o significado, incluindo o sentido da própria existência, está em dúvida ou ausente
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O abrir de um abismo na própria base em que se está, quando se questiona o significado da própria existência
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A presença constante do abismo, “sempre mesmo debaixo do pé,” devido ao fato de tudo o que se ama, valoriza e encontra significado ser intrinsecamente frágil e perecível
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A definição de religião por Nishitani como a “autêntica autoconsciência da realidade”
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A realidade se atualizando em e através dos humanos, infundindo significado de volta à existência, de forma consoante com o entendimento budista
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A visão de Nishitani da “criação” como a automanifestação do nada (ou Deus), ecoando Nishida
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A mudança de perspectiva resultante do ego individual para uma perspectiva cósmica
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Cada indivíduo sendo parte da divindade e, como tal, compartilhando o propósito e a natureza exploratória do absoluto
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Cada indivíduo e o cosmos como um todo sendo novamente preenchidos com significado e propósito
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A paisagem plana da falta de significado e do desespero dando lugar a uma paisagem robusta de esperança e valor intrínseco.
CARTER, Robert Edgar. The Kyoto school: an introduction. Albany (N.Y.): State university of New York press, 2013
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