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DREYFUS & TAYLOR (2015:18-19) – TEORIA DO CONTATO

E assim, o que de fato surgiu na filosofia moderna foi um novo tipo de teoria do contato, não dependente da antiga teleologia. Esse tipo de teoria atingiu um alto grau de clareza e articulação durante o início do século XX. Entre seus formuladores, destacam-se, por exemplo, Heidegger, Merleau-Ponty e Wittgenstein. Um movimento básico que dá origem a essa teoria é a reintegração do pensamento e do conhecimento nos contextos corporais e socioculturais em que ocorrem. A tentativa é articular a estrutura ou o contexto no qual nossas representações explícitas da realidade fazem sentido e mostrar como isso é inseparável de nossa atividade como o tipo de entes corporificados, sociais e culturais que somos. O contato aqui não é alcançado no nível das ideias, mas é algo primordial, algo do qual nunca escapamos. É o contato de entes vivos e ativos, cuja forma de vida envolve agir em e sobre um mundo que também age sobre eles. Esses entes estão em contato com um mundo e uns com os outros; esse contato original fornece o contexto de produção de sentido para todas as suas construções de conhecimento, que, por mais que (19) se baseiem em representações mediadoras, dependem, para seu significado, desse envolvimento primordial e indissolúvel na realidade circundante.

(DREYFUS, Hubert L.; TAYLOR, Charles. Retrieving realism. Cambridge, MA: Harvard University Press, 2015)

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