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1 Síntese de Freud

ASKAY, Richard; FARQUHAR, Jensen. Apprehending the Inaccessible: Freudian Psychoanalysis and Existential Phenomenology. Evanston: Northwestern University Press, 2018.

O espírito atávico ou “o monstro de energia”: origens da mente sintetizadora de Freud

1. Os conceitos filosóficos não surgem de maneira arbitrária ou isolada, mas desenvolvem-se em relações sistemáticas que reconduzem os diferentes pensadores a possibilidades fundamentais compartilhadas, de modo que o filosofar constitui, na perspectiva de Nietzsche, menos uma descoberta absolutamente nova do que um reconhecimento, uma rememoração e um retorno às estruturas primordiais das quais esses conceitos se originaram.

2. A gratidão dirigida a determinados indivíduos decorre não apenas de suas realizações particulares, mas sobretudo de sua condição de herdeiros do patrimônio mais elevado que seus predecessores acumularam gradualmente, conforme a observação de Nietzsche.

3. Uma crença popular antiga e persistentemente conservada pode revelar maior proximidade com a verdade do que o julgamento científico predominante, possibilidade reconhecida por Freud ao confrontar saberes tradicionais com as posições da ciência de sua época.

4. A formação e a transformação das ideias e dos sistemas de pensamento raramente ocorrem em um vazio histórico, pois geralmente resultam de uma longa maturação em ambientes dinâmicos e heterogêneos, até emergirem como uma percepção súbita que sintetiza influências múltiplas.

5. A concentração das capacidades e energias acumuladas por muitas gerações pode produzir, segundo a imagem nietzschiana, um indivíduo excepcional que herda e domina esse patrimônio, tornando-se um “monstro de energia” cuja potência exige uma tarefa de dimensão igualmente extraordinária.

6. Freud pode ser compreendido como um exemplo desse indivíduo capaz de concentrar energias intelectuais historicamente acumuladas, correspondendo também a outra característica da cultura superior formulada por Nietzsche.

7. Uma cultura superior exige a capacidade de acolher simultaneamente as percepções científicas e as não científicas, mantendo-as próximas, mas distinguíveis e relativamente independentes, como duas regiões de um mesmo cérebro cuja diferenciação constitui uma condição de saúde intelectual.

8. A caracterização de Freud como um homem pertencente a duas culturas, formulada por Strachey, corresponde a essa capacidade de transitar entre a ciência e os saberes não científicos sem reduzir inteiramente uma esfera à outra.

9. A compreensão da capacidade sintetizadora de Freud exige considerar tanto as características de seu contexto histórico imediato, em sua dimensão sincrônica, quanto as influências transmitidas por épocas anteriores, em sua dimensão diacrônica, além das maneiras pelas quais ele se apropriou dessas forças.

10. A formação de Freud ocorreu em um ambiente intelectual vienense atravessado por posições vigorosas e conflitantes, no qual o positivismo, o fisicalismo e o determinismo científicos de Helmholtz, associados à influência de Darwin e Spencer, coexistiam com o idealismo hegeliano, as filosofias da vontade de Schopenhauer e Nietzsche, a psicologia matematizada do inconsciente de Herbart e a tentativa de Brentano de aproximar filosofia e ciência em termos protofenomenológicos, correntes que o influenciaram consciente e inconscientemente juntamente com suas respectivas heranças filosóficas.

11. A educação clássica de Freud proporcionou acesso direto a um vasto patrimônio de ideias históricas e filosóficas, posteriormente incorporadas de maneira consciente e inconsciente à sua teoria da natureza humana, tornando o exame dessas contribuições indispensável para compreender a formação intelectual da psicanálise.

Filosofia e psicanálise

1. A investigação psicanalítica das origens das ideias filosóficas, concebida por Freud como uma “psicografia”, encontra sua contrapartida na investigação filosófica das bases da psicanálise, uma “filosofografia” capaz de esclarecer seus pressupostos e, por esse caminho, aprofundar a compreensão das condições psíquicas de formação das teorias em geral e da própria teoria psicanalítica.

2. A relação entre Freud e os pensadores anteriores envolve duas questões distintas e entrelaçadas: em que medida suas ideias foram antecipadas por esses filósofos e em que medida ele foi efetivamente influenciado por eles, sendo necessário distinguir as influências conscientes das inconscientes e reconhecer a importância destas últimas à luz da própria concepção freudiana da formação do pensamento.

Influências inconscientes sobre Freud

1. A compreensão freudiana de que geralmente se desconhecem as origens da própria identidade e das próprias maneiras de pensar fundamenta a definição da psicanálise como investigação de processos mentais quase inacessíveis por outros meios, atribuindo à metapsicologia o esclarecimento dos fundamentos gerais da natureza humana e à terapêutica a resolução de problemas individuais em seus contextos singulares; essa mesma compreensão aplica-se à formação das ideias de Freud, cujas origens e significados excediam aquilo de que ele próprio tinha consciência.

2. A ambivalência de Freud diante da originalidade de suas ideias manifesta-se na alegação de que evitava determinados filósofos para preservar suas descobertas de influências antecipadoras e na apresentação de si mesmo como um explorador solitário que abria caminhos inteiramente novos no conhecimento humano.

3. A comparação com Einstein exprime esse sentimento de isolamento intelectual, pois Freud atribuía ao físico a vantagem de contar com uma longa sucessão de predecessores desde Newton, enquanto compreendia seu próprio percurso como a abertura solitária de uma passagem por uma selva emaranhada.

4. A reivindicação de originalidade cedia, em outras ocasiões, à procura de confirmação em grandes pensadores, sobretudo quando as descobertas psicanalíticas suscitavam descrença e indignação, levando Freud a admitir a possibilidade de criptomnésia e a reconhecer que as pessoas podem ignorar a procedência intelectual das ideias que consideram próprias.

5. A novidade científica frequentemente revela antecedentes esquecidos, antecipações obscuras ou formulações incompletas, enquanto a investigação psicológica das descobertas individuais pode recuperar fontes antigas e inconscientes que estimularam ideias aparentemente originais, permitindo compreender a criação como reativação e transformação de conhecimentos anteriores aplicados a novos materiais, sem exigir que sua originalidade seja indeterminada ou impossível de rastrear.

6. O reconhecimento das influências inconscientes alcança explicitamente a própria obra de Freud quando, em 1914, ele admite que algumas ideias fundamentais, como a etiologia sexual das neuroses, não se originaram exclusivamente nele, mas lhe foram transmitidas por três pessoas profundamente respeitadas, evidenciando que uma ideia pode permanecer latente e reaparecer posteriormente sob a forma de descoberta aparentemente original.

7. A aplicação dessas considerações à psicanálise permite compreendê-la como uma descoberta original que culmina numerosas contribuições históricas e filosóficas, embora Freud mantenha uma relação ambivalente com a filosofia, acolhendo seu impulso investigativo e criticando atitudes filosóficas que considerava obstáculos à verdade científica e à eficácia terapêutica.

A ambivalência de Freud em relação à filosofia

1. A filosofia exerceu forte atração sobre Freud desde a juventude e constituiu sua finalidade originalmente declarada, levando-o, sob a influência de Brentano, a considerar um doutorado em filosofia e zoologia e a reconhecer na psicologia uma via de realização de objetivos filosóficos; o caráter especulativo de sua metapsicologia e a retomada tardia do propósito de compreender os enigmas do mundo permitem reconhecer a continuidade dessa orientação ao longo de sua trajetória.

2. A interpretação difundida de que Freud nutria apenas antipatia pela filosofia encontra respaldo em diversas manifestações críticas presentes em seus escritos, embora essas manifestações não esgotem a complexidade de sua relação com o pensamento filosófico.

3. A filosofia aparece, em uma dessas manifestações, como uma instância da qual a psicanálise poderia esperar sobretudo a reafirmação arrogante da suposta inferioridade intelectual de seu objeto de investigação.

4. A atitude dos filósofos diante da psicanálise é caracterizada pelo desprezo proveniente de uma posição que reivindica necessidades intelectuais superiores às da investigação psicanalítica.

5. A insuficiência do conhecimento científico diante dos problemas da existência não é superada pela atividade filosófica, cuja pretensão de esclarecimento pode assemelhar-se ao canto de um viajante na escuridão que procura negar o próprio medo sem ampliar efetivamente sua visão.

6. A rejeição freudiana da filosofia atinge uma formulação extrema na confissão de incapacidade e falta de respeito por essa atividade, acompanhada da expectativa de que a metafísica venha a ser reconhecida como um uso indevido e inconveniente do pensamento.

7. A depreciação da filosofia também assume uma expressão irônica na inclusão dos filósofos, ao lado dos colarinhos e dos monarcas, entre as coisas consideradas mais inúteis do mundo.

8. A ambivalência reaparece nas discussões da Sociedade Psicanalítica de Viena, nas quais Freud declara seu desagrado diante da abstração filosófica e sua dificuldade para compreender ideias que poderiam ser apresentadas de maneira mais elementar, mas simultaneamente admite a possibilidade de uma elaboração filosófica produtiva da experiência.

9. A investigação filosófica pode ultrapassar a simples tradução de um problema para uma linguagem difícil e alcançar simplificações, resultados claros e conhecimentos novos mediante o domínio conceitual da experiência.

10. A incerteza de Freud quanto à maturidade das condições para esse trabalho não elimina sua expectativa de que a investigação filosófica seja possível e valiosa.

11. A ambivalência freudiana torna necessário esclarecer a extensão de seu conhecimento filosófico e seus efeitos sobre a teoria da natureza humana, cuja própria elaboração já implica uma inserção no campo da filosofia.

A familiaridade e o envolvimento de Freud com a filosofia

1. Freud minimizava a extensão de suas leituras filosóficas, afirmando ter reprimido deliberadamente sua forte inclinação juvenil à especulação e declarando, em diferentes ocasiões, que possuía pouca familiaridade com a bibliografia dessa área.

2. A decisão de evitar obras filosóficas era justificada pelo receio de que ideias antecipadoras prejudicassem a satisfação da descoberta, multiplicassem excessivamente as associações ou contaminassem as observações clínicas, contrariando o ideal científico de acolher os fatos com o mínimo possível de disfarces, preconceitos e preparações teóricas prévias.

3. Apesar dessas declarações, a trajetória de Freud revela contato substancial com a filosofia desde a universidade, incluindo a redação de uma introdução filosófica para Martha Bernays, a participação prolongada em uma sociedade de leitura que discutia Schopenhauer e Nietzsche, anotações em obras de Bacon, Kant e Schopenhauer, leituras de Feuerbach, a tradução de um volume de John Stuart Mill e o estudo de Theodor Lipps para aproximar a metapsicologia da tradição filosófica, além do reconhecimento de que Lipps e Fechner haviam antecipado ideias importantes e encorajado seu enfrentamento das posições médicas estabelecidas.

4. A participação voluntária nos seminários de Brentano, entre eles um dedicado à lógica aristotélica, e as numerosas referências a filósofos ao longo de seus escritos confirmam uma formação filosófica significativa, enquanto as proximidades entre a metapsicologia e aspectos centrais de Nietzsche e Schopenhauer, reconhecidas pelo próprio Freud, tornam insustentável uma aceitação irrestrita de suas declarações de desconhecimento.

5. A amplitude dessas referências não transforma Freud em filósofo no sentido convencional, pois ele não se considerava habilitado a avaliar criticamente sistemas filosóficos e não examinava sistematicamente seus próprios pressupostos fundamentais, a constituição de uma visão de mundo ou a definição rigorosa dos conceitos, limitações que podem explicar algumas dificuldades argumentativas da metapsicologia e complicar seu confronto posterior com a fenomenologia existencial.

A filosofia científica segundo a autodefinição de Freud

1. A teoria freudiana da natureza humana apoia-se em uma posição filosófica identificada com o racionalismo e o empirismo iluministas e com o positivismo materialista de Ernst Brücke, cuja redução dos fenômenos naturais a processos de movimento prolonga a tradição de Galileu e Newton e fornece a Freud os fundamentos de sua autocompreensão científica.

2. A adesão de Freud à ciência inclui a convicção de que a psicanálise pertence a ela e pode compartilhar sua visão de mundo, tornando evidente sua aceitação consciente da filosofia na medida em que esta sustenta uma compreensão científica da realidade.

3. A rejeição da filosofia considerada inconsistente concentra-se sobretudo na metafísica e aproxima Freud de Brentano, levando-o a reconhecer uma afinidade entre os sistemas filosóficos totalizantes e as construções paranoicas, uma vez que ambos procuram organizar a experiência em estruturas completas, coerentes e abrangentes nas quais tudo encontra uma posição determinada.

4. A construção metafísica caracteriza-se pela pretensão de resolver uniformemente todos os problemas da existência a partir de uma hipótese dominante, sem deixar questões em aberto e atribuindo um lugar fixo a tudo aquilo que desperta interesse humano.

5. A crítica freudiana considera esses sistemas construções artificiais e dogmáticas, incapazes de produzir conhecimento efetivo e vulneráveis a cada avanço científico, mas suscita a questão de saber se a própria psicanálise também constitui uma nova visão de mundo ao estender a ciência à vida mental e ao inconsciente, preencher as lacunas da consciência e reivindicar uma nova fundamentação para todos os campos do conhecimento apoiados na psicologia.

6. A postulação do inconsciente encontra sua justificativa freudiana na necessidade de explicar atos falhos, sintomas neuróticos e sonhos a partir das indicações fornecidas pela observação empírica, enquanto a identificação filosófica entre vida mental e consciência incorre em petição de princípio ao assumir antecipadamente aquilo que deveria demonstrar e excluir, por definição, a possibilidade de processos psíquicos inconscientes.

7. A aceitação filosófica de uma vida mental inconsciente também permanece insuficiente para Freud quando se apoia em concepções não científicas, cujos conceitos ele considera especulativos e destituídos de utilidade para a investigação.

8. As posições filosóficas sobre o inconsciente dividem-se, nessa avaliação, entre sua transformação em uma realidade mística, intangível e indemonstrável, de relação obscura com a mente, e sua exclusão do domínio psíquico mediante a identificação prévia entre o mental e o consciente.

9. A consequência dessas alternativas é tornar o inconsciente inexistente por definição ou inteiramente inacessível à investigação.

10. A psicanálise assume conceitos inicialmente imprecisos e provisórios para desenvolvê-los por meio da observação empírica, reconhecendo sua incompletude e sua disponibilidade para revisão como condições do progresso científico, enquanto os filósofos criticam justamente essa ausência de clareza e precisão, alimentando uma divergência que contribui para a ambivalência de Freud diante da filosofia.

11. O conflito também envolve o investimento pessoal de Freud na consolidação da psicanálise, cuja posição institucional e intelectual permanecia ameaçada pela resistência simultânea da medicina e da filosofia.

12. A localização intermediária da psicanálise entre medicina e filosofia produz uma dupla desvantagem, pois os médicos a rejeitam como sistema especulativo e desconsideram sua elaboração paciente dos dados da percepção, enquanto os filósofos a avaliam segundo seus próprios sistemas e lhe atribuem premissas impossíveis e conceitos gerais insuficientemente claros.

13. O impasse freudiano consiste em conquistar legitimidade científica para a investigação de domínios que não admitem observação direta, enfrentando simultaneamente as acusações médicas de especulação e as exigências filosóficas de precisão, agravadas pela tendência de alguns filósofos a mistificar o inconsciente ou negar sua existência por definição, sem sacrificar a integridade da teoria e de seus conceitos.

Freud como cientista e filósofo

1. O imperativo de conhecer a si mesmo assume em Freud uma configuração científica e filosófica, na qual a observação detalhada e objetiva da espécie humana se articula à fundamentação conceitual de seu sentido, conduzindo à compreensão do ser humano como organismo complexo cujas funções mentais superiores operam predominantemente de maneira inconsciente e cujas descobertas dependem de antecedentes históricos.

2. A teoria psicanalítica constitui uma culminação de ideias amadurecidas ao longo de milênios, reunindo contribuições de Empédocles e Platão, Bacon, Diderot e Kant, Goethe, Schiller e Schelling, Schopenhauer e Nietzsche, em um movimento histórico no qual permanência e transformação se entrelaçam e cada geração filosófica reelabora o patrimônio recebido de seus predecessores.

3. A capacidade sintetizadora de Freud também pode ser compreendida em um sentido hegeliano, apesar de sua ausência de afinidade declarada com Hegel, mediante a consideração das diferentes filosofias como momentos do desenvolvimento da verdade.

4. A diversidade dos sistemas filosóficos pode constituir, segundo Hegel, o desdobramento progressivo da verdade em uma unidade orgânica, na qual cada momento possui uma necessidade própria e participa da vida do conjunto.

5. A pertinência dessa perspectiva para Freud decorre da compreensão hegeliana do verdadeiro como totalidade que se realiza no desenvolvimento e da presença, em grandes indivíduos, dos conflitos entre épocas históricas, reconhecíveis na coexistência do iluminismo positivista da metapsicologia com o romantismo humanista da prática terapêutica; também se manifesta na passagem freudiana entre o desenvolvimento da consciência individual e o da humanidade, na concepção da ciência como atividade em transformação e nas tendências aparentemente contraditórias pelas quais a psicanálise realiza suas finalidades.

6. A oposição declarada de Freud à filosofia coexiste com a identificação dessa atividade como sua finalidade original e com a compreensão da psicologia como caminho de investigação de questões filosóficas.

7. A rejeição da completude pretendida pelos filósofos convive com o objetivo de preencher as lacunas da vida mental e estabelecer uma fundamentação metapsicológica capaz de abranger a experiência humana em sua totalidade.

8. A recusa das visões de mundo como fabricações filosóficas acompanha a adoção pouco crítica de uma visão científica de mundo cuja constituição também depende, em grande medida, de filósofos como Bacon e os pensadores iluministas.

9. A identificação de Freud como cientista fundamentado na observação articula-se à extensão dos métodos científicos a domínios não observáveis, como o inconsciente, as pulsões e o id, ampliando os limites da própria autocompreensão metodológica da ciência.

10. A oposição aos sistemas convive com a elaboração da metapsicologia como fundamento unificador e sistemático da psicanálise e, potencialmente, de outros campos de investigação.

11. A rejeição declarada da especulação não impede formulações especulativas, como a hipótese de dois conjuntos de pulsões subjacentes à totalidade da atividade humana.

12. O emprego da racionalidade na investigação dos impulsos irracionais da humanidade conduz ao reconhecimento de que esses mesmos impulsos afetam a razão investigadora e de que os sentimentos possuem valor fundamental na vida psíquica.

13. Essas tensões entrelaçadas constituem tendências dinâmicas e dialéticas do pensamento freudiano, cujo esclarecimento exige avaliar em que medida foram resolvidas, até que ponto decorreram necessariamente das forças históricas que atuaram sobre Freud e se representam contradições efetivas ou apenas aparentes.

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