estudos:caron:totalidade-estrutural-abertura
Caron (2005:895) – Possibilidade de uma totalidade estrutural da abertura
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A POSSIBILIDADE DE UMA TOTALIDADE ESTRUTURAL DA ABERTURA: O SER-PARA-A-MORTE
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A questão da totalidade estrutural do Dasein
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Heidegger questiona se a análise preparatória do Dasein, que revelou o “ser-no-mundo” como sua constituição fundamental, é suficiente para compreender o Dasein como uma totalidade. A resposta é negativa: o cuidado (Sorge) é apenas o “penúltimo fenômeno”, e a totalidade estrutural só pode ser alcançada por meio da temporalidade, que será desenvolvida na segunda parte de *Ser e Tempo*.
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A abertura do Dasein é sua essência, mas como pensar uma estrutura para um ser que é, em si mesmo, abertura? A solução está na compreensão de que a estrutura do Dasein não é um sistema fechado, mas um movimento de abertura que se mantém até a morte. Mesmo diante da morte, o Dasein não cessa de se projetar para possibilidades, pois sua essência é ser um poder-ser.
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O ser-para-a-morte como mediação entre a angústia e a temporalidade
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O ser-para-a-morte (Sein-zum-Tode) não é um mero relacionamento com um evento futuro (a morte como fim da vida), mas uma relação ontológica com a possibilidade mais própria do Dasein: a possibilidade de sua impossibilidade. A morte não é o morrer empírico, mas a consciência de que o Dasein é sempre um ser-para-a-morte, ou seja, um ser que se relaciona com sua finitude.
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A morte é a possibilidade extrema que revela ao Dasein sua abertura radical. Ela não é um objeto ou um evento, mas um modo de ser: o Dasein “morre” a cada instante, na medida em que se relaciona com a possibilidade de não-ser. Essa relação não é uma obsessão mórbida, mas a compreensão de que a morte é a possibilidade que possibilita todas as outras possibilidades.
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A MORTE COMO POSSIBILIDADE ESTRUTURANTE DA IPSEIDADE
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A morte como revelação do nada e da diferença ontológica
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A morte não é um evento empírico, mas a revelação do nada, do não-ente que possibilita a manifestação do ser. Ela é a “arche do nada”, o abrigar-se do ser em sua retirada. A morte revela ao Dasein que ele não é um mero ente, mas um ser que se relaciona com o ser, um ser que transcende a si mesmo em direção ao ser.
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A diferença ontológica, ou seja, a diferença entre ser e ente, é revelada na relação do Dasein com a morte. O Dasein é o único ente que se relaciona com sua própria possibilidade de não-ser, e essa relação o constitui como um ser aberto, um ser que se compreende como possibilidade.
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A morte como individualização radical e abertura para o ser
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A morte individualiza o Dasein de maneira radical, pois ninguém pode morrer em seu lugar. Essa individualização não é um isolamento empírico, mas a revelação de que o Dasein é sempre “meu”, em sua singularidade. A morte revela ao Dasein que ele é um ser finito, mas também um ser que se relaciona com o infinito, com o ser que o transcende.
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A relação com a morte não é uma relação com um evento futuro, mas uma relação com a possibilidade mais própria do Dasein: a possibilidade de ser um si-mesmo autêntico. Essa relação é uma antecipação (Vorlaufen) que revela ao Dasein sua abertura radical e sua finitude.
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A morte como possibilidade da possibilidade
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A morte é a possibilidade que possibilita todas as outras possibilidades. Ela não é um objeto de conhecimento, mas a condição de possibilidade do Dasein como ser-aberto. A morte revela ao Dasein que ele é um ser que se projeta para possibilidades, um ser que nunca se fecha em uma identidade fixa.
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A antecipação da morte não é uma meditação obsessiva, mas a compreensão de que a morte é a possibilidade que mantém aberta a estrutura do Dasein. Ela revela ao Dasein que ele é um ser que se relaciona com o ser, um ser que transcende a si mesmo em direção ao ser.
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A ABERTURA E A ESTRUTURA DO SOI: ERSCHLOSSENHEIT E ENTschlossenheit
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A abertura (Erschlossenheit) como constituição fundamental do Dasein
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O Dasein é sua abertura (Erschlossenheit). Essa abertura não é um estado passivo, mas um movimento ativo de compreensão e projeção. O Dasein é sempre um ser que se compreende como possibilidade, um ser que se projeta para possibilidades.
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A abertura do Dasein é possibilitada pela morte, que revela ao Dasein sua finitude e sua relação com o ser. A morte é a possibilidade que mantém aberta a estrutura do Dasein, revelando-lhe que ele é um ser que se relaciona com o ser.
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A decisão (Entschlossenheit) como assumir a abertura
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A decisão (Entschlossenheit) é o modo como o Dasein assume sua abertura. Ela não é uma escolha entre possibilidades, mas a compreensão de que o Dasein é sempre um ser-para-a-morte, um ser que se relaciona com sua finitude.
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A decisão revela ao Dasein que ele é um ser que se projeta para possibilidades, um ser que nunca se fecha em uma identidade fixa. Ela é a compreensão de que a morte é a possibilidade que possibilita todas as outras possibilidades, e que o Dasein é um ser que se relaciona com o ser.
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A MORTE COMO REVELAÇÃO DA DIFERENÇA ONTOLÓGICA E DA IPSEIDADE
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A morte como revelação do ser e do nada
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A morte revela ao Dasein que ele não é um mero ente, mas um ser que se relaciona com o ser. Ela é a revelação do nada, do não-ente que possibilita a manifestação do ser. A morte é a “arche do nada”, o abrigar-se do ser em sua retirada.
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A relação com a morte revela ao Dasein que ele é um ser finito, mas também um ser que se relaciona com o infinito, com o ser que o transcende. Essa relação constitui o Dasein como um ser aberto, um ser que se compreende como possibilidade.
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A morte como individualização e abertura para o ser
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A morte individualiza o Dasein de maneira radical, pois ninguém pode morrer em seu lugar. Essa individualização não é um isolamento empírico, mas a revelação de que o Dasein é sempre “meu”, em sua singularidade. A morte revela ao Dasein que ele é um ser que se relaciona com sua própria possibilidade de não-ser.
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A relação com a morte não é uma relação com um evento futuro, mas uma relação com a possibilidade mais própria do Dasein: a possibilidade de ser um si-mesmo autêntico. Essa relação é uma antecipação que revela ao Dasein sua abertura radical e sua finitude.
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A morte como possibilidade da possibilidade
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A morte é a possibilidade que possibilita todas as outras possibilidades. Ela não é um objeto de conhecimento, mas a condição de possibilidade do Dasein como ser-aberto. A morte revela ao Dasein que ele é um ser que se projeta para possibilidades, um ser que nunca se fecha em uma identidade fixa.
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A antecipação da morte não é uma meditação obsessiva, mas a compreensão de que a morte é a possibilidade que mantém aberta a estrutura do Dasein. Ela revela ao Dasein que ele é um ser que se relaciona com o ser, um ser que transcende a si mesmo em direção ao ser.
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