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Caron (2005:1561) – natureza do simples

PEOS

  • A Não-Solidão do Ser e a Natureza do Simples
    • Todo isolamento só tem possibilidade de permanecer no seio de uma prévia co-apropriação
    • Esta co-apropriação é o ser como Ereignis, situado além das noções de solidão ou ser-com
    • O ser volta-se e desvia-se ao mesmo tempo
      • Isto causa o isolamento do si e a irredutibilidade do ser à noção de isolamento
    • O ser é um auto-desviar-se
      • Se nos detemos aí, podemos concebê-lo impropriamente como uma solidão
      • Mas este ato de desvio só é possível com base num prévio auto-voltar-se
    • O ser não é uma entidade simples que bastaria opor ao ente para proclamar sua solidão
      • Opô-lo ao ente é precisamente torná-lo um ente
    • A interpretação que afirma a solidão do ser se volta contra si mesma
      • Dizer “o ser não é nada de ente, logo é só” torna o ser, enquanto só, um ente
    • A essência do Simples é dizer-se em vários sentidos, infundir cada parcela de ser
      • O próprio do Simples é estar em todo lugar e ser irredutível a nenhum
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