estudos:caron:deixar-advir-a-presenca-peos-ii-3-2
deixar advir à presença (2005:1599)
PEOS
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Uma distinção deve ser entendida no deixar advir à presença, e antes de tudo no deixar advir.
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Os dois sentidos a distinguir são: 1. Deixar advir à presença: deixar advir à presença: o presente. 2. Deixar advir à presença: deixar advir à presença, pensado na direção do Acordo.
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No primeiro caso, a presença, enquanto deixar advir à presença, refere-se ao ente, ao presente.
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Pensamos aqui na diferença ser-ente e em seu rapport, que constitui o fundo da metafísica.
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“Deixar” significa aqui, a partir do sentido primeiro da palavra: deixar ir, deixar livre, deixar partir, deixar partir ao longe, isto é, dar livre curso no Aberto.
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É somente assim que o presente deixado ao advir pelo deixar-advir é admitido como um presente para si no aberto daquilo que lhe é co-presente.
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Permanece aqui não-dito e digno de questão o “de onde” e o “como” há o “aberto”.
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Mas se o deixar advir à presença é agora pensado propriamente, então não é mais o presente que é tocado por esse deixar advir, mas a presença ela mesma.
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Consequentemente, a palavra poderá também ser escrita assim: o-deixar-advir-à-presença.
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“Deixar” significa então: deixar vir, dar, oferecer, destinar, deixar pertencer.
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A presença é deixada, nesse e por esse deixar, a advir para lá onde ela pertence.
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A ambivalência determinante reside, portanto, no deixar e por aí também na presença.
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Existe entre os termos da oposição um rapport de determinação.
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É somente na medida em que há o deixar advir da presença que é possível o deixar advir do presente à presença.
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Sempre estamos imersos no mesmo ato de doação, mas Heidegger discerne nele duas formas de desdobramento.
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Primeira forma: o deixar advir da presença, que condiciona o deixar advir do presente à presença.
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Disso resultam três níveis: o presente, a presença, o deixar-advir-à-presença.
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Encontra-se aqui, sob o ângulo do tempo, o mesmo exposição dos diferentes registros de doação visto anteriormente.
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Chega-se ao ato do puro Lassen, o dar do qual toda doação depende.
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É preciso compreender que o sentido mais profundo do ser é o deixar.
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Deixar ser o ente.
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Esse “deixar” é algo fundamentalmente diferente de “fabricar”.
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A tendência do texto “Tempo e Ser” seria empreender pensar esse “deixar” mais originariamente ainda como “dar”.
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Esse “dar” é o geben da expressão: “es gibt”.
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Na fonte do ser, está o Es do Es gibt.
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Questionar a tenção fundamental desse Es que concede todas as coisas, e sobretudo o si-mesmo a si mesmo, libertando o espaço do ek-sistir, não é uma ruminação sobre o “eu”.
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A questão deixa antes isso para trás, visando o lugar essencialmente situante do si-mesmo.
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Trata-se de olhar os diferentes registros de doação para pensar aquele a partir do qual o si-mesmo é desdobrado.
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Desse modo, pensa-se para a ipsidade a consistência de sua habitação mais própria.
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