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estudos:benoist:heidegger-2-2006

RESUMO DE CURSO SOBRE HEIDEGGER 2006 (2)

Joscelyn Benoist. Heidegger. Cours Agrégation 2006. Paris: Presses Universitaires de France, 2006.

* Em Fribourg, Heidegger reorienta a fenomenologia ao buscar seus pressupostos ontológicos a partir de Husserl, articulando uma crítica precoce ao “lugar” da fenomenologia e encaminhando a passagem do problema lógico do sentido para condições ontológicas do significado que desembocarão no Dasein e em SUZ, com recusa da virada transcendental de Ideen I e deslocamento para uma fenomenologia hermenêutica que une ver e compreender.

  • Prolégomènes à une histoire du concept de temps [GA20] como eixo do debate pouco antes de SUZ, com primeira parte dedicada a Husserl.
  • Crítica: Husserl não teria sido suficientemente fenomenológico, já desde a leitura das Recherches logiques e desde os primeiros cursos.
  • Formação com Rickert e tese de habilitação (atribuída a Duns Scotus) como via para teoria da significação em continuidade com escolástica e teologia.
  • Influências convergentes: Husserl (tipos de significação), Lask (lógica como doutrina do sentido) e interesse por gramática especulativa dos “modistas”.
  • Tese de fundo: o sentido não se sustenta por si, exigindo passagem do lógico ao trans-lógico e à MQ para esclarecer por que há sentido e para quem.
  • Preferência heideggeriana pelas Recherches logiques e tensão com Husserl ao privilegiá-las em detrimento dos textos transcendentais então centrais para ele.
  • Rejeição de Ideen I e do transcendental husserliano, com deslocamento existencial/existencial que mantém facticidade essencial e marca SUZ.
  • Curso de 1923 com “hermenêutica” no título e divergência em relação a Husserl (1911) ao integrar o dito-sobre-os-fenômenos como parte do próprio fenômeno.
  • Fenomenologia como escola do ver que se completa ao também ouvir/compreender o fenômeno, em linha com o compreender em SUZ.
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