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Existência e Transitoriedade

CASANOVA, Marco Antonio. Existência e Transitoriedade: Gênese, compreensão e terapia dos transtornos existenciais. Rio de Janeiro, Via Verita, 2021.

INTRODUÇÃO

CAPÍTULO 1 — COMPREENSÃO FENOMENOLÓGICO-EXISTENCIAL DO SER DO HUMANO E DESDOBRAMENTOS DA SITUAÇÃO HERMENÊUTICA NO CAMPO DAS CONSTELAÇÕES RELACIONAIS

  • 1.1 A pergunta acerca do modo de ser do humano: da determinação fenomenológica e hermenêutica do existir
    • 1.1.1. O ser do humano para além de toda e qualquer vinculação à centralidade do sujeito egoico
    • 1.1.2. O ser humano enquanto existente: das performances intencionais de consciência à pura compreensão de ser enquanto ekstase
    • 1.1.3. Existência e mundaneidade: ser como encontro histórico com os entes
    • 1.1.4. A nadidade ontológica originária do existente e a necessidade de modos cotidianos de organização existencial do espaço, do tempo e do corpo
    • 1.1.5. Da historicidade propriamente dita dos espaços, dos tempos e dos corpos: um passo necessário em direção à noção de mundo histórico
  • 1.2 Existência e historicidade: dos muitos significados do mundo às palavras simples do ser
    • 1.2.1. Contemporaneidade e técnica: ser como produto contingente das circunstâncias
      • 1.2.1.2. Os impactos da transformação de ser em produto para a organização dos espaços, dos tempos e dos corpos contemporâneos
    • 1.2.2. Os impactos da transformação de ser em produto para a organização dos espaços, dos tempos e dos corpos contemporâneos
      • 1.2.2.1. Da obsolescência de todos os espaços contemporâneos e da sua constituição enquanto não lugares
      • 1.2.2.2. Velocidade e volatilização da temporalidade em meio à produção vertiginosa dos tempos técnicos
  • 1.3. Análises topológicas das constelações relacionais: vida como relação em constante tensão e harmonia
    • 1.3.1. O narrador da existência contemporânea: Thomas Mann e Franz Kafka
    • 1.3.2. Nada na existência é simples, toda identidade é complexa
    • 1.3.3. Análise tipológica e topológica das constelações relacionais
    • 1.3.4. Modos de organização do espaço, do tempo e do corpo no mundo das relações múltiplas: o destino dos fragmentos e a possibilidade de ser si mesmo
  • 1.4. Existência é transitoriedade

CAPÍTULO 2 — PARA UMA PSICOPATOLOGIA TRANSITÓRIA: GÊNESE E DESENVOLVIMENTO DAS POSSIBILIDADES DE UMA EXISTÊNCIA EM TRANSTORNO

  • 2.1. Para uma psicopatologia transitória: fundamentos de uma análise fenomenológico-existencial que não deixe de considerar nem a medida histórica em jogo nas configurações topológicas do existir nem as posicionalidades próprias oriundas de tais configurações
    • 2.1.1. Da existência como problema
  • 2.2. Psicologia como psicologia das neuroses: a centralidade das configurações neuróticas da existência no cotidiano ocidental
    • 2.2.1. As neuroses enquanto patologias do sujeito: gênese moderna do campo da psicologia
    • 2.2.2. Respostas neuróticas do existir identitário: as reações normais aos anúncios da nadidade
    • 2.2.3. A neurose enquanto fenômeno epocal: neuroses do tédio e depressão
    • 2.2.4. Das constelações neuróticas: sofrimento, rebeldia e ressentimento
    • 2.2.5. Das constelações neuróticas: sofrimento, rebeldia e ressentimento
  • 2.3. Psiquiatria como psiquiatria das psicoses: sobre a patologização dos transtornos existenciais marcados por uma destruição da identidade
    • 2.3.1. O quadro hermenêutico sedimentado na consideração psiquiátrica das psicoses
    • 2.3.2. As respostas psicóticas à transitoriedade da existência
    • 2.3.3. A esquizofrenia e a perda da consistência imediata do mundo
      • 2.3.3.1 A esquizofrenia e o problema do sentido: o anúncio disruptivo do fundamento propriamente dito de nossas ações
      • 2.3.3.2. O mundo como fragmento e o eu finalmente como o centro
      • 2.3.3.3. A esquizofrenia em seus modos de organização, desorganização e reorganização
      • 2.3.3.4. A indefinibilidade da existência e o problema da esquizofrenia
      • 2.3.3.5. A esquizofrenia e a reconciliação com o todo histórico e natural
      • 2.3.3.6. Ouvindo vozes: sobre a materialização psicótica das vozes ditas interiores
    • 2.3.4. Desdobramentos das psicoses: do caráter histórico-epocal dos transtornos existenciais em geral
      • 2.3.4.1. Da fragilidade histórica do existir contemporâneo e suas repercussões sobre o surgimento dos significantes despóticos na paranóia
      • 2.3.4.2. Experiências psicóticas em composição
  • 2.4.1. Tempo e melancolia: transtornos de comportamento bipolar e depressão
  • 2.4.2. Depressão e violência: os dois polos de uma existência sem eixo
  • 2.4.3. Psicose e melancolia: da impossibilidade de ser nos espaços, nos tempos e nos corpos técnicos
  • 2.4.4. O lugar das constelações relacionais no cerne da psicopatologia transitória
  • 2.4.5. Um farol para a existência e uma travessia sem fim: um passo em direção a uma terapia transitória

CAPÍTULO 3: TERAPIA E TRANSITORIEDADE: TERGIVERAÇÕES EM TORNO DO EXISTIR

  • 3.1. Hermenêutica cotidiana, violência identitária e transitoriedade: Das possibilidades de reorganização do existir à reconquista da verdade da existência
    • 3.1.1. Identidade pretensamente subsistente em si e violência identitária: os caminhos retificadores do mundo cotidiano e a estigmatização da diferença
    • 3.1.2. O poder libertário da estranheza: Da necessidade terapêutica de não obstrução das crises existenciais
  • 3.2. A produção técnica da existência: da submissão de si às composições maquinadoras do espaço, do tempo e dos corpos à transitoriedade como lugar de tensão e dissonância libertárias
    • 3.2.1. Ser em transição é sempre poder retomar a inicialidade da existência para além de toda e qualquer absorção inicial em formas históricas do existir
    • 3.2.2. O poder terapêutico da transição: o outro início como lugar de resguardo da inicialidade divergente em relação a todo início
    • 3.2.3. Espaços outros, tempos dissonantes e corpos indóceis: a tarefa fundamental de uma terapia transitória
  • 3.3. Narrativas identitárias e constelações relacionais: as anomalias da identidade e a possibilidade de alcançar a partir delas o caráter constelacional de todos os nossos modos de ser
    • 3.3.1. Do poder transformador da atenção
  • 3.4. Síntese final de uma terapia transitória

CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE A IDENTIDADE COMO PROBLEMA

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