User Tools

Site Tools


estudos:blattner:compreensao-2006

COMPREENSÃO (2006)

BLATTNER, William D. Heidegger’s Being and time: a reader’s guide. London: Bloomsbury, 2006.

  • A definição existencial de compreensão equivale à competência prática de gerir ou dominar algo, focando-se no modo de existir como capacidade e não em um conteúdo estático.
    • Significado ontico de ser capaz de algo.
    • Distinção entre compreender um quê e compreender o existir.
    • Compreensão como o ser do poder-ser.
  • O caráter projetivo da compreensão opera sem apreensão temática, pois a tentativa de capturar possibilidades em conteúdos proposicionais anularia sua natureza de possibilidade.
    • Achatamento do compreendido pela cognição teórica.
    • Redução de possibilidades a conteúdos dados.
    • Compreensão como ser-para-possibilidades.
  • A discrepância entre a execução prática e a descrição teórica evidencia-se em atividades físicas onde a calibração de movimentos excede a capacidade de formulação linguística.
    • Exemplo dos ajustes infinitos ao andar de bicicleta.
    • Exemplo da experiência necessária para dourar frango.
    • Pobreza da imagem descritiva frente à ação real.
  • A dependência do julgamento prático estende-se a campos intelectuais como o direito e a ciência, onde a aplicação de estatutos e conceitos exige um treino insubstituível.
    • Necessidade de discrição ou senso comum na adjudicação legal.
    • Insuficiência das definições para a prática científica segundo Kuhn.
    • Conceitos não se aplicam sozinhos.
  • O espaço de possibilidades operacionais supera os recursos descritivos, definindo a compreensão como o domínio sobre um excedente de capacidade que não pode ser totalmente verbalizado.
    • Riqueza do espaço de possibilidades frente às proposições.
    • Interpretação de Seinkonnen como capacidade e não potencialidade de desenvolvimento.
    • Erro na tradução de Macquarrie e Robinson.
  • A margem de manobra ou espaço de jogo constitui-se pela união indissolúvel entre as habilidades do sujeito e as possibilidades de significância oferecidas pelo próprio mundo.
    • Conceito de Spielraum.
    • Libertação do ente para suas próprias possibilidades.
    • Descoberta do manual em sua servibilidade.
  • A identidade de um utensílio define-se pelo seu uso dentro de um contexto de finalidade, onde a projeção interpreta o objeto em termos de sua função prática.
    • Vínculo entre o uso do martelo e o ser carpinteiro.
    • Projeção como lançar o ente em sua possibilidade.
    • Significado como aquilo em termos do que algo é compreendido.
  • A inteligência é reinterpretada como uma visão prática capaz de desvelar entes e avaliar situações em função de necessidades e ajustes, e não como cognição teórica.
    • Visão como metáfora para inteligência.
    • Capacidade de deixar os entes serem encontrados sem ocultamento.
    • Definição de Dewey sobre a capacidade de avaliar ajustes e adaptações.
estudos/blattner/compreensao-2006.txt · Last modified: by 127.0.0.1