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Problema Radical da Filosofia em Husserl

XZLF

  • Investigação do ser essencial por meio do esforço da experiência fenomenológica em fases sucessivas de profundidade analítica.
    • Desenvolvimento inicial focado na análise dos atos fundamentais da consciência, como percepção e juízo, e na descrição de ontologias regionais que fundamentam a materialidade e a intersubjetividade.
  • Superação do plano meramente constatativo da correlação noético-noemática em direção ao reconhecimento da consciência como constituição produtiva e originária.
    • Identificação da subjetividade transcendental como o problema filosófico radical onde o ego atua como constituinte da objetividade por meio de atos doadores de sentido ou sinngebender Akt.
  • Centralidade do tempo fenomenológico como forma suprema da constituição da consciência e âmbito da fluência pura do fluxo de vivências.
    • Diferenciação entre o tempo do mundo real, a durée bergsoniana e o tempo intencional que articula as modificações do agora em uma unidade de sentido permanente.
    • Compreensão do tempo como estrutura intencional que permite a coexistência do antes e do depois em um agora intencional constante, superando a mera sucessão de instantes puntuais.
  • Constituição do noema objetivo através da estrutura temporal que garante a presencialidade e a identidade do objeto apesar do fluxo incessante da consciência.
    • Fundamentação da estabilidade dos objetos na capacidade da noesis de reter o passado e protender o futuro em um único ato de presentificação intencional.
  • Identidade formal do ego constituída no tempo fenomenológico como polo subjetivo de toda a série de vivências na vida consciente.
    • Caracterização do eu não como suporte extrínseco, mas como polo de identidade que se manifesta na forma de uma vida vivencial contínua e temporalmente integrada.
  • Gênese transcendental da consciência como processo sistemático e histórico de constituição de vivências interdependentes.
    • Exigência de copossibilidade e compatibilidade entre vivências sucessivas, onde o passado determina as condições de possibilidade para atos de consciência futuros.
    • Substituição da explicação causal pela compreensão da motivação intencional, onde cada vivência encontra seu fundamento em motivos e hábitos previamente constituídos.
  • Estabelecimento de uma nova lógica radical e constituinte que serve de logos universal para todo ser concebível e para a estrutura do mundo fenomênico.
    • Definição da razão fenomenológica como sistema de vivências determinado pela evidência e pelo preenchimento intencional da consciência constituinte.
  • Redefinição da subjetividade como far-se manifestar as coisas a partir de si mesmas, permitindo que o mundo se constitua como sentido do ego.
    • Proposição da filosofia como ciência rigorosa de autocostituição, visando o evidenciamento supremo do eu e do mundo em que este habita.
  • Caracterização do idealismo transcendental husserliano como afirmação da aprioridade do ser essencial e da consciência pura como ser absoluto.
    • Reconhecimento da vida absoluta do ego como modo de viver focado na evidenciação das essências, integrando inclusive o irracional dentro do horizonte da razão fenomenológica.
    • Preparação do terreno para o confronto dialético com o historicismo e a visão da vida como história representada pelo pensamento de Dilthey.
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