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estudos:zimmerman:movimentos-modeladores-das-epocas-1990

MOVIMENTOS MODELADORES DAS ÉPOCAS (1990)

ZIMMERMAN, Michael E. Heidegger’s Confrontation with Modernity. Technology, Politics, Art. Bloomington: Indiana University Press, 1990.

  • A compreensão da tecnologia moderna como meio de revelação insere-se na tradição filosófica alemã, buscando as condições transcendentais e históricas que moldam o conhecimento e a ação humanos para além do controle individual.
    • Paralelo com a busca kantiana por condições da experiência objetiva.
    • Visão hegeliana da interação histórica de conceitos e linguagem.
    • Determinação das categorias de crença e ação por épocas específicas.
  • Os movimentos ontológicos que definem as épocas históricas não constituem visões de mundo em si, mas sim as condições necessárias e invisíveis para a emergência de sintomas culturais como a modernidade.
    • Rejeição do progresso hegeliano rumo à consciência divina.
    • Caráter sintomático da visão de mundo moderna.
    • Natureza oculta do movimento profundo.
  • A história do Ocidente desenha-se como um declínio na compreensão do ser desde a metafísica platônica até a era tecnológica, onde a realidade se reduz a matéria-prima para um sistema de autoengrandecimento.
    • Estágios históricos: grego, romano, medieval, iluminista e tecnológico.
    • Tecnologia como culminação da metafísica.
    • Significado de ser restrito à disponibilidade como recurso.
  • A interpretação ontológica da tecnologia opõe-se à antropologia naturalista, que reduz a maquinaria industrial a uma evolução sofisticada das ferramentas primitivas utilizadas para a sobrevivência e adaptação da espécie.
    • Consciência vista como desenvolvimento evolutivo.
    • Continuidade entre utensílios antigos e tecnologia científica.
    • Homem definido como animal hábil no uso de símbolos.
  • A validade limitada da visão instrumentalista reside na sua incapacidade de perceber que a tecnologia industrial surge de um modo unidimensional de revelação do ser, e não apenas da experimentação prática ou da inteligência animal.
    • Recusa da definição do homem como mero animal inteligente.
    • Tecnologia como resultado de uma compreensão do ser.
    • Ser entendido como o ato de ser revelado ou manifesto.
  • O comportamento humano e o tratamento dispensado aos entes variam historicamente em função direta do modo como as coisas se manifestam, seja como criação divina ou como mero recurso material.
    • Moldagem da conduta pela manifestação ontológica.
    • Exemplo da percepção das coisas como criaturas de Deus.
    • Contraste com a percepção das coisas como matéria-prima.
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