estudos:caron:si-mesmo-funda-se-no-ser-peos-ii-3-2
si-mesmo não é termo último (2005:1559)
PEOS
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O si-mesmo não é o termo último, mas funda-se no próprio ser, no qual habita, mas ainda não construiu.
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O próprio ser, ainda que seja o princípio mais profundo, não é o pensamento mais profundo.
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O ser é, em sua essência, atravessado pelo tempo enquanto presença.
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Ao ir do ser para o tempo, não se vai mais fundo, mas se esclarece a essência.
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O próprio tempo não é o pensamento mais originário, pois é, enquanto apresentação, irrigado pela doação.
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Assim, da estrutura do si-mesmo ao Ereignis, não se vai mais fundo, para um sempre-mais-originário.
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O movimento que conduz da presença para o fazer advir ao próprio, passando pelo deixar advir à presença, não é uma regressão.
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Os conceitos envolvidos não representam uma gradação, mas estações num caminho de retorno.
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Esse caminho é aberto por aquilo que já se aproxima e conduz ao advento.
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Avança-se não para mais origem, mas para um pensamento mais originário.
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Pensar mais originariamente significa deixar-se cada vez melhor retomar pela origem.
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Progride-se para uma retomada cada vez maior do si-mesmo por sua estrutura fundamental.
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Até se chegar ao dom puro enquanto tal.
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Diante do dom puro, resta apenas deixar-se sintonizar com seu tom fundamental e abissal.
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O objetivo é não mais deixar que o ente nos dê a medida, mas deixar-nos tomar sob a guarda daquilo a cuja guarda nos devemos confiar.
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