Crítica ao transcendentalismo em
Ser e Tempo:
Romano argumenta que Heidegger, apesar de rejeitar o
cogito cartesiano, mantém uma forma de transcendentalismo ao tornar o
Dasein a condição de possibilidade do mundo (o mundo só “é” se e enquanto um
Dasein existe). Isso reproduz, em nível existencial, a bifurcação entre mundo transcendental (constituído) e mundo empírico (natural), típica da redução husserliana, embora Heidegger negue explicitamente o ceticismo sobre o mundo externo.