A definição da metodologia do presente trabalho como uma “arqueologia” da autenticidade, num sentido inspirado por Foucault mas distinto.
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A arqueologia como tentativa de desenterrar possibilidades de pensamento soterradas, que continuam a subdeterminar as concepções que as suplantaram.
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O objetivo de exumar estruturas de longa duração, subjacentes ao desdobramento de um problema filosófico, cruzando diferentes tipos de discurso.
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A distinção entre uma “arqueologia centrada no arquivo” e uma “arqueologia praticando o 'questionamento em regressão' no sentido de
Husserl”.
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A convicção final: “a única razão válida para praticar esta disciplina é libertar possibilidades de pensamento recobertas e suscetíveis de contribuir para a reformulação de problemas filosoficamente mal encaminhados ou conduzindo a impasses”.
PS: ROMANO, Claude. Être soi-même: une autre histoire de la philosophie. Paris: Gallimard, 2018