Dialogando com a fenomenologia do piscar de olhos em
Husserl e a desconstrução da presença em
Derrida,
Nancy equaciona o gozo à dinâmica da
différance: em ambos os casos opera-se um afastamento irrevogável de si, fraturando toda ilusão de identidade subjetiva estática e situando a criação como um pulsar impessoal que precede a biografia empírica do autor.