A escolha do ente humano, do Dasein, poderia parecer regressão à antropologia, questão que exige buscar os critérios que privilegiam o Dasein para a dupla relança fenomenológica
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O Dasein é o ente que somos nós mesmos, e o próprio questionar constitui um ente dado com a questão sobre o ser de um ente em seu cumprimento
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O Dasein não é apenas um ente entre outros escolhido por propensão antropológica, mas constitui ele mesmo, desde o início, o questionamento como sua carne e seu corpo, seu lugar e seu apelo
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O privilégio do Dasein é estritamente fenomenológico e não antropológico, pois ele se caracteriza onticamente por ter acesso ao ser, tendo por aposta e por profundidade o próprio ser
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O caráter extático-horizontal do Dasein se identifica com sua transcendência de si mesmo, realizada por seu traço fenomenológico próprio, a intencionalidade, definida como a ratio cognoscendi da transcendência
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A intencionalidade implica o In-der-Welt-Sein, visando na etidade que ele mesmo é intencionalmente o ser de sua própria etidade, jamais podendo se deter em sua consideração própria
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O Dasein se qualifica como o ente em cujo ser está em jogo esse mesmo ser, compreendido como sentido de ser, sendo o ente à existência do qual pertence a compreensão de ser
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A analítica do Dasein se realiza como redução redobrada segundo uma primeira tática, permitindo o reenvio do ente como fenômeno ao ser como fenomenalidade