O Si não se encontra a si mesmo por si mesmo, nem pela autoconsciência, nem pela resolução antecipatória, mas torna-se si mesmo por um outro, ou seja, por um dom, e o Si recebe-se a si mesmo como um dom, ao mesmo tempo que recebe todos os outros dons.
-
O dom de si mesmo é o primeiro dom, e o Si é o doado, que se recebe a si mesmo antes de poder receber a sua própria recepção, e a aporia do Si nunca desaparece, mas é recebida como o horizonte do seu avanço em direção ao imemorial.
-
Deus, como dom, é dado mesmo antes de haver quem o receba, e o Si, por analogia, encontra-se sempre já dado, como doado, antes mesmo de ter recebido a recepção de si mesmo.
-
No lugar do Si, o Si recebe a recepção de si mesmo de um outro lugar que não ele mesmo, e a redução a dom inclui, em primeiro lugar, o próprio Si, que se descobre essencialmente como um dom.