Essa
maravilha que constitui a
diferença ontológica foi ilustrada por Jean
Beaufret, entomólogo de lepidópteros, em
O Sentido da Filosofia Grega, comparando-a a uma borboleta cujas asas, quando pousada, estão reunidas como uma só, e que, ao levantar voo, se desdobram em duas, mostrando como, na unidade aparente do ente, produz-se o desdobramento –
Zwiefalt – ser-ente, cada um remetendo ao outro sem jamais se confundir com ele.